Elite do hipismo, amadores e jovens talentos a postos no Internacional Indoor, na Hípica Paulista

A cada ano, o Concurso de Salto Internacional e Nacional Indoor na Sociedade Hípica Paulista, que entre 20 e 24/9 chega a sua 27ª edição, é o evento mais esperado do ano. A disputa é válida pela 6ª Etapa do ranking brasileiro Senior Top e última etapa qualificativa no Brasil da liga Sul-americana para a final da Copa do Mundo 2018.

Ao todo serão disputadas 23 provas de 1.10 a 1.60 metro, seis internacionais, 15 nacionais e duas provas show que prometem levantar o público: no sábado, 23, a prova de 4 barras que pode chegar a 2 metros ou mais e no domingo, 24, o desafio carro x cavalo, no intervalo do GP World Cup e Ranking Senior Top que encerra a competição.

Elite do hipismo

Estão confirmados no Internacional do Indoor, os principais cavaleiros do país como Artemus de Almeida, atual líder do ranking brasileiro senior top e campeão do GP do Indoor em 2014, Felipe Amaral, campeão brasileiro senior top 2017 e vice líder do ranking, José Roberto Reynoso Fernandez Filho, bicampeão brasileiro senior 2015/2016 e campeão do GP Indoor 2010, Cesar Almeida e Marcelo Ciavaglia, respectivamente, campeões do GP Indoor em 2016 e 2015, dois uruguaios Marcelo Chirico, campeão olímpico da Juventude 2000, e Rafael Rodrigues, Francisco Musa, tetracampeão brasileiro senior top, Tiago Mesquita, campeão da Copa São Paulo 2017, José Luiz Guimarães de Carvalho, campeão do GP Indoor 2006, Bartholomeu Bueno de Miranda, Marcos Ribeiro da Costa Jr, Luis Antonio Piva Filho, André Bacchi, entre outros.

Artemus e Cassilano JMen lideram o ranking brasileiro Senior Top

Jovens talentos convocados para o Sul Americano da Juventude, entre 2 e 8/10 na Argentina, também fazem seu último concurso no país. Estão entre os inscritos: Victoria Mendonça, campeã brasileira Young Riders e sul americana Junior 2017, Giulia Scampini, bicampeã sul americana junior 2013/2014 e escalada na equipe Young Riders, Ana Samaia, amazona top Young Rider da casa, o cavaleiro Junior Pedro Egoroff, o Mirim Philip Greenlees, campeão da seletiva olímpica e FEI Children 2017.

Para Ronaldo Bittencourt Filho, presidente da Confederação Brasileira de Hipismo no ciclo 2017 e 2020, destaca a realização ranking Senior Top. “O ranking é importante para que nossos cavaleiros em atividade no país possam se manter no mais alto rendimento. Dessa forma, conseguimos ampliar cada vez mais o grupo para formação das nossas equipes para as principais competições internacionais”, afirma Ronaldo Bittencourt Filho, que esteve na reunião do grupo VI da Federação Equestre Internacional em Lima no Peru, em 11 e 12/9, e vai comentar as principais resoluções durante o Indoor.

Agenda internacional

As principais provas internacionais acontecem na sexta-feira, 22, qualificativa do GP, às 20h00, o Small GP / Clássico, a 1.40 metro, no sábado, 23, às 18h30, disputa válida pela Final do Hermès Young Talent que premia o campeão com uma clínica com o campeão olímpico Rodrigo Pessoa, e no domingo, 24, o GP World Cup e Ranking Brasileiro Senior Top, com a 1ª volta às 14h30 e 2ª e decisiva volta, às 18h00.

Outras atrações paralelas

Além das provas show 4 barras, carro x cavalo, corrida de pôneis, todas as noites haverá atrações musicais, DJs Nando Jones e Pedro Sabie, Banda S.O.S, o cantor Afonso Nigro, Trio Titanium, Leilão Beneficente de Fotografia, Boulevard Gourmet e de lojas, apresentações de adestramento, volteio, e super apresentações do Universo Casuo, fundado por fundado por Marcos Casuo que atuou por 8 anos no Cirque du Soleil.

A tradicional área kids e o passeio de pôneis promete ser bastante movimentada. Somente no sábado e domingo, 23 e 24/9, tem venda de ingressos na portaria do Clube no valor de R$ 40. Crianças até 3 anos não pagam e até 10 anos, o valor é de R$ 10. Parte da renda será revertida para atendimento de carentes na Equoterapia do Clube.De quarta a sexta, 20 a 22, a entrada é gratuita. (Programação completa em anexo.)

Coletiva de imprensa

A coletiva de imprensa do Indoor será na terça-feira, 19, às 9h30. Participam da coletiva, os líderes do ranking brasileiro senior top Artemus de Almeida,Felipe Amaral, José Roberto Reynoso Fernandez Fº, José Luiz Guimarães de Carvalho e jovens talentos convocados para o Sul-Americano. Também estarão presentes Romeu Ferreira Leite Jr, presidente da SHP, Caio Costa, diretor de Salto da SHP, e Ronaldo Bittencourt Filho,presidente da Confederação Brasileira de Hipismo no ciclo olímpico 2017 a 2020. Confirmação de presença: imprensa@shp.org.br ou nos contatos abaixo.

Serviço
CSI-W e CSN Indoor
Sociedade Hípica Paulista 20 a 24/9
Rua Quintana, 206

Ingressos
Quarta a sexta: 20 a 22/9 – Gratuito
Sábado e Domingo: 23 e 24/9 – R$ 40
Crianças até 3 anos não pagam e até 10 anos – R$ 10

Assessoria de Imprensa CBH e SHP

Campeonato Brasileiro de Amadores fecha com sucesso na Sociedade Hípica Paulista

No domingo, 3/9, foram definidos os pódios Campeonato Brasileiro de Amadores que contou com nada menos que 323 conjuntos (cavalo x cavaleiro) na Sociedade Hípica Paulista. Estavam em jogo quatro títulos: Amador Top, 1.30 metro, Amador, 1.20 metro, Amador A, 1.10 metro, Amador B, 1 metro, todas categorias com altura elevada em 5 centímetros na prova final com armação da course-designer internacional Lucia Faria Alegria Simões em parceira com Carlos Alberto Raposo Lopes. São os amadores – cavaleiros e amazonas não profissionais – grandes responsáveis pela tradição do hipismo no país passando de geração em geração.

Stephanie Behar Braga fatura o título brasileiro Amador Top 1.30m

Na categoria Amador Top, que teve participação de 45 conjuntos, ao final, somente a amazona da casa Stephanie Behar Braga com seu GR Armani fechou o Campeonato com quatro percursos sem faltas. Stephanie, 27, monta GR Armani há pouco mais de um ano. “Há exatamente 10 anos eu fui campeã brasileira na categoria Junior e esse é meu segundo título brasileiro. Trabalhei muito para isso, agradeço a minha equipe, a família Sinimbu que me vendeu o Armani e ao meu treinador Artemus de Almeida”, destacou Stephanie.

Stefanie e GR Armani

O restante do pódio vice ao 5º posto foi dominado por representantes de Brasília. Thiago Lucas Leite de Noronha com Cehjur Absolute comemorou o vice-campeonato com apenas 1 ponto perdido (pp) por excesso de tempo na prova final. Seis conjuntos com quatro pontos perdidos ao longo das três provas foram ao desempate na corrida pela medalha de bronze e quem levou a melhor foi Marco Antonio Modesto Filho com QH Negresco de Safary sem faltas em 35s04.

Afonsinho Silveira é o campeão brasileiro Amador 1.20 metro

Na categoria Amador, a disputa foi mais que acirrada: oito terminaram a terceira prova sem faltas e seis efetivamente largaram para definir o pódio. Antepenúltimo conjunto em pista, o cavaleiro paulista José Afonso Silveira com Enora RCLI cruzou a linha de chegada sem faltas em 32s37, resultado que lhe garantiu o título de campeão brasileiro. Afonso, 36, que garantiu oito medalhas nas categorias de base em Campeontos Sul Americano, foi vice-campeão sul americano young riders e campeão brasileiro senior com 19 anos, ficou sem montar sete anos e recém retornou às pistas. “Nesse esporte para competir e estar entre os primeiros precisamos de bons cavalos. Tenho muito a agradecer ao meu irmão Rafael Barros e ao Luis Gustavo Gondinho pela confiança e oportunidade de montar essa craque Enora RCLI”, destacou o cavaleiro que agora promete subir de altura.

Afonsinho e Enora RCLI

Com ótima apresentação sem faltas, em 32s65, o cavaleiro Marcelo Mocelin, presidente da Hípica Paranaense, levou Airpot ao vice-campeonato. A 3ª colocação também foi para o Paraná com Heloisa Schiavon Grainchen Chedid apresentando Dom Rodrigo da Tangará que zerou o desempate em 33s72.

Marta Bier Johannpeter é campeã Amador A 1.10 metro, seu 1º título brasileiro

Na categoria Amador A, 12 conjuntos se mantiveram zerados ao final da terceira prova levando a decisão ao desempate. Sagrou-se campeã a experiente amazona Marta Bier Johannpeter que montando Srta Aciana Joter zerou na excelente marca de 30s39. “Já foi cinco vezes campeã brasileira Master (amadores acima de 40 anos) por equipes, mas esse é o meu primeiro título individual brasileiro”, comemorou Marta.

Martha e Srta Aciana Joter

O vice-campeonato ficou com o cavaleiro carioca Carlos Eduardo de Medeiros Rocha montando Nobel de Virton que cruzou a linha de chegada sem faltas em 32s62. A 3ª colocação foi para Minas Gerais com Camila Haddad Guerra montando Vogue HP, pista limpa, 36s26.

Francini Lara Fisher é campeã Amador B 1 metro, em seu 1º Campeonato Brasileiro

A categoria Amador B contou com 83 conjuntos e nove sem faltas ao final da terceira prova levaram a decisão ao desempate. Com muita velocidade e sem tocar na madeira, em 29s56, a gaúcha Francini Lara Fischer com CS Alpes sagrou-se campeã brasileira. “Esse é meu primeiro Campeonato Brasileiro”, comemorou Francine, 29, bastante emocionada.

Francine e CS Alpes

Pelas cores de Brasília Viviane Anicet Fischer Lopes com Adelle Método foi vice-campeã, sem faltas, 30s77. O bronze foi para a paranaense Claudete Aparecida Plucinski com Colosso ML, pista limpa, 33s01.

Final Brasileiro Amador Top – 1.30 metro

Campeã Stephanie Behar Braga / GR Armani – FPH – 0 pp
Vice Thiago Lucas Leite de Noronha / Cehjur Absolute – FHBr – 1 pp
3º Marco Antonio Modesto Filho / QH Negresco de Safary – FHBr – 4 pp
4º Flavio Grillo Araujo / Doctrinaire Polana – FHBr – 4 pp
5º Flavio Grillo Araujo / Lorentino JMen – FHBr – 4 pp
6º Bernardo Taques Zattar / Challenger JMen II – FPrH – 4 pp

Final Brasileiro Amador – 1.20 metro

Campeão José Afonso Silveira / Enora RCLI – FPH – 0 pp – 0/32s37
Vice Marcelo Mocelin / Airpot – FPrH – 0 pp – 0/32s65
3º Heloisa Schiavon Grainchen Chedid / Dom Rodrigo da Tangará – FPrH – 0pp – 0/33s72
4º Natalie Minello Teixeira Ferreira / FM Lituano – FPH – 0 pp – 0/35s44
5º Luiz Carlos Barrene Nolasco / Golias do Cach – FEERJ – 0 pp – 0/37s95
6º Sergino Ribeiro de Mendonça / Cordobs JMen – FPH – 0 pp – 4/32s22

Final Brasileiro Amador A – 1.10 metro

Campeã Marta Bier Johannpeter / Srta Aciana Joter – FGEE – 0 pp – 0/30s39
Vice Carlos Eduardo de Medeiros Rocha / Nobel de Virton – FEERJ – 0 pp – 0/32s62
3º Camila Haddad Guerra / Vogue HP – FHMG – 0 pp – 0/36s26
4º Lidia Dornelas / Cantara G – FHBr – 0 pp – 4/33s52
5º João Gilberto Cominese Freira / World Star – FPrH – 0 pp – 4/35s05
6º André Luiza Santos de Souza / Aluf – FAMH – 0 pp – 8/29s92

Final Brasileiro Amador B – 1 metro

Campeã Francini Lara Fischer / CS Alpes – FGEE – 0 pp – 0/29s56
Vice Viviane Anicet Fischer Lopes / Adelle Método – FHBR – 0 pp – 0/30s77
3º Claudete Aparecida Plucinski / Colosso ML – FPrH – 0 pp – 0/33s01
4º Renata Vicintin Vickers / Canil RV Hunter Sinfonia da Lagoa – FPH – 0 pp – 0/35s31
5º Camila Gibin Mendes / Baloteli – FPH – 0 pp – 4/30s84
6º Antonio José Pova Vilela / Balouin Amor – FPH – 4/31s07

Resultado completo

Centro Hípico JF: point do hipismo e amantes do cavalo em Franco da Rocha

A 50 km de São Paulo, cavaleiro português José Faria está a frente de Centro Hípico com as mais diversas opções de lazer, serviços e atendimento diferenciado.

Localizado na região da serra de Franco da Rocha, a apenas 50 minutos de São Paulo, José Faria, cavaleiro português que há quatro anos acreditou no mercado hípico
nacional e seu mudou para o Brasil, está a frente de mais um importante e charmoso polo do hipismo em São Paulo. O Centro Hípico JF oferece aulas de equitação,
treinamento e estabulagem de cavalos.

Centro Hípico JF: infraestrutura completa para prática do hipimso e estabulagem de cavalos

Com infraestrutura completa, picadeiro coberto, pista externas e excelentes opções de passeio, piquetes e espaçosas baias, as condições são ideais para o cavalo e
adeptos do hipismo com treinamento de cavalos, adestramento, aulas de equitação e doma. “Meu pai é criador e comerciante de cavalos, a maioria de tourada e atrelagem.

José Faria com Badalo Intergagro, preparado para provas de adestramento a partir do nível média II

“Cresci nesse meio e desde muito novo comecei a montar. Toda minha família – pai, mãe e meus dois irmãos – trabalha com cavalos”, conta José Faria, que já nasceu meio a tradição dos cavalos. “Temos 20 cocheiras de 5 por 4 metros , uma pista coberta, além de uma pista oficial de adestramento. Tem quatro piquetes e já estamos em vias transformá-los em oito”, destaca o cavaleiro.

Lo Bello CFS, filho de Capez da Paixão e neto do Xirineus da Paixão, medalha de ouro na série de modelo e andamentos Potro 2 anos no Festival do Lusitano em Tatui 2016, vai completar 3 anos e será domado em breve

“Convido a todos a nos visitar no Centro Hípico JF, um espaço acolhedor e meio a natureza. Poder compartilhar a nossa experiência e amor pelos cavalos com nossos clientes e amigos é muito especial. ”

Centro Hípico JF
Estrada da Vargem Grande,av. das Seriemas 2500
Franco da Rocha
Contato: 11 99968.1144 José Faria e 11 99749.2080 Ines Oliveira
Fique de olho nas redes sociais do Centro Hípico JF
www.facebook.com/centrohipicojf
Instagram: @centrohipicojf

 

Brasileiro Eduardo Menezes fatura 1ª prova de salto no CHIO Aachen, meca do hipismo mundial

Deu Brasil na primeira prova de Salto CHIO Aachen, na Alemanha, criado em 1898 e considerado o mais tradicional evento do hipismo mundial. Em sua estreia em Aachen, o cavaleiro pan-americano e olímpico Eduardo Menezes levou Carushka 2 à vitória na prova velocidade Prêmio Stawag, a 1.50 metro, sem faltas, na excelente marca de 59s36, superando demais 53 conjuntos. A 2ª colocação coube a amazona holandesa Anike Poels com Cosma Go , sem faltas, 61s01, pela Holanda. Em 3º lugar chegou o medalhista olímpico alemão Marcus Ehning apresentando Calanda 42, pista limpa, 62s16.

“É uma loucura o movimento que já tem aqui plena terça-feira”, declarou Eduardo, 37, radicado nos EUA. A vitória não foi acaso. “Sempre que monto, quero vencer. Quando não dá certo, a razão não é que não tenha tentado”, brincou o brasileiro. Caruschka 2, uma égua oldenburger de 13 anos, é especialista em provas de velocidade. Nessa quarta-feira, 19, no Prêmio Turkish Airlines, Eduardo larga com Quintol, com o qual competiu nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Ao todo serão disputadas 18 provas de Salto no CHIO Aachen, fechando com o GP Rolex, no domingo, 23/9, em que o cavaleiro olímpico brasileiro Pedro Veniss com Quabri de I´Isle está entre os fortes candidatos ao título. Pedro também concorre ao título do Rolex Grand Slam que é disputado em Aachen, Genebra e Spruce Meadows, em Calgary. Em 11/12/2016, Pedro com Quabri de I´Isle foi o campeão do GP de Genebra. O cavaleiro que vencer os três concursos em sequência fica com o título e com um prêmio adicional em dinheiro, no valor de 1 milhão de euros.

O britânico Scott Brash foi o primeiro e até agora único cavaleiro que conseguiu esse extraordinário feito: venceu em Genebra em 2014, assim como em Aachen e Spruce Meadows em 2015.

Outras modalidades

Além das provas de Salto, o CHIO Aachen também reúne provas de Adestramento, Concurso Completo, Atrelagem e Volteio e deve atrair nada menos que 350 mil espectadores ao longo dos 10 dias de evento, entre 14 e 23/7. São muitas as atrações do CHIO Aachen, começando pela Cerimônia Oficial de Abertura na terça-feira, 18/7, às 19h45 (hora local) com desfile dos países participantes, apresentações equestres da Holanda, país parceiro deste ano e homenagens. Mais de 200 cavalos e 800 pessoas estarão envolvidas neste espetáculo. Ao todo, 350 cavaleiros entre os tops mundiais das cinco modalidades e representando 30 países vão em busca da milionária premiação de 2,7 milhões de euros.

Adestramento brasileiro conta com João Victor Oliva

João Victor Oliva, 21, medalhista pan-americano por equipes e atual campeão sul americano, fará sua estreia em Aachen nessa quinta-feira, 19/7. O cavaleiro que treina na Alemanha é o terceiro brasileiro a competir na modalidade em Aachen. A primeira foi Ingrid Borghoff Troyko em 1972 que conquistou um histórico 2º lugar e, em 2012, Luiza Almeida representou o país no evento que naquele ano tinha o Rio de Janeiro como a cidade parceira, tradição do evento

Resultado Prêmio Stawag com video de Eduardo Menezes

Site oficial CHIO Aachen 2017

CBH com a fonte: CHIO Aachen e Rute Araujo

Dia da Mulher | Um pouco da história e do mito das Amazonas

Neste Dia da Mulher, consequentemente Dia das Amazonas, o Brasil Hipismo traz um pouco da história do termo que hoje designa as mulheres que montam à cavalo, as “cavaleiras”. Mas nem sempre foi assim.

Meredith Michaels-Beerbaum, exemplo de amazona vitoriosa, mãe e mulher

Amazonas – palavra que vem do grego antigo “Amazónes” – refere-se às mulheres guerreiras da mitologia grega. Elas viviam em um reino estritamente feminino, governado por uma rainha. A primeira e mais importante teria sido Hipólita, cujo cinturão mágico foi o objeto de um dos doze trabalhos de Hércules, importante mito grego. Segundo a lenda, as Amazonas eram filhas de Ares, deus da guerra, de quem teriam herdado a audácia e a coragem. O deus teria dado um cinturão para a rainha Hipólita como símbolo de força e poder.

Alto relevo de batalha entre gregos e amazonas exposto no Museu do Vaticano

Em certas versões mitológicas, as amazonas uma vez por ano visitavam a tribo vizinha para se relacionarem com os homens, de modo a manter a continuidade da raça. Se dessa união nascessem meninos, eram enviados para serem criados pelos pais, se fossem meninas, eram criadas pelas mães e treinadas nas artes da guerra, caça e agricultura. Suas armas eram o arco e flecha, lanças e machados.

Vaso ático, ca. 420 a.C.

Existem ainda alguns historiadores que especulam que a ideia das amazonas possa ter sido inspirada em guerreiras reais, possivelmente mulheres da Sarmácia (região da atual Turquia), que lutavam ao lado dos homens em batalha. Essa linha é baseada em descobertas arqueológicas: as sepulturas com corpos de mulheres sármatas armadas correspondem a cerca de 25% do total encontrado, e quase todas eram enterradas com arcos, dando uma forma minimamente concreta aos contos gregos de amazonas a cavalo.

Amazonomachia, alto relevo de Pio Clementino

Especula-se que a própria região da Amazônia foi assim denominada porque o explorador espanhol Francisco de Orellana, desbravando a floresta tropical sul-americana em 1541, afirmou ter lutado com mulheres guerreiras, que atacavam com flechas e zarabatanas.

Pequena estátua representando uma amazona

As obras de arte gregas muitas vezes retratam as batalhas entre os gregos e as amazonas, de igual para igual. Usavam vestidos finos ou roupas persas, como calças apertadas, quase sempre retratadas sobre os cavalos. Por isso, a partir do período moderno, o termo Amazonas passou a ser utilizado para se referir a mulheres que montam a cavalo, participando em provas de equitação.

Visão das amazonas na Idade Média

De qualquer forma o Brasil Hipismo parabeniza todas as mulheres e amazonas no seu dia!

 

Brasil Hipismo com a fonte: Wikipédia

“Cavalo não é máquina, mas parceiro e o trabalho adequado faz a diferença” , Sebastian Rohde

A importância da formação de um cavalo novo se reflete no futuro do esporte. Levar um cavalo ao mais alto nível de competição não é tarefa fácil: requer conhecimento técnico, paciência e horsemanship no sentido mais amplo da palavra: começando pelo respeito ao animal, treinamento adequado com planejamento para não atropelar nenhuma fase, chegar à altura de 1.40 metro por volta dos 7/8 anos e seguir carreira a 1.50 / 1.60 metro até depois dos 15 anos.

Hoje a criação do Cavalo Brasileiro de Hipismo (BH) está a altura dos melhores linhagens mundiais. “Fato é que no Brasil são criados cavalos extraordinariamente bons e na
realidade esse mesmo cavalo é igual às melhores linhagens europeias A única questão é formação e essa é a diferença”, discorre o alemão Sebastian Rohde, treinador especializado em cavalos novos, que tem vindo com regularidade ao Brasil desde 2009.

Flash durante a clínica do treinador Sebastian Rohde (terceiro da direita para esquerda) com Tony Fortino e Carolina Mendonça, à sua direito, Beate Susemihl,que atuou na tradução, Geraldo Lamounier e Antonio Celso Fortino, conselheiro da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Hipismo, um dos idealizadores da Clínica

Rohde, que trabalhou por muitos anos na Associação do Holsteiner, depois com o
criador Wolfgang Brinckmann, proprietário da Pikeur / Eskadron, atualmente está à frente Associação Internacional do Cavalo Oldenburger para os mercados dos EUA e América
do Sul. O conceito liberal da Associação Oldenburger de Esporte Internacional também vai de encontro à criação do cavalo Brasileiro de Hipismo, sem “bairrismo” para efetuar os registros das mais diversas e melhores linhagens warmblood a nível mundial.

O Brasil Hipismo conversou com Rohde, após mais uma bem sucedida clínica no início de fevereiro no Clube Hípico de Santo Amaro. Confira!

O alemão Sebastian Rohde à direita ao final da Clinica em Santo Amaro com Antonio Fortino e Rafael Christianini

BH. Quantas vezes você já veio para o Brasil e quais suas principais atividades?

Sebastian Rohde. Estive pela primeira vez no Brasil em 2009. Depois passamos a organizar clínicas com o Antonio Fortino e Paulo Foroni, primeiramente, duas a três
vezes por ano, depois quase cinco vezes por ano, acho que já sou meio brasileiro.

Depois que deixei a Associação do Holsteiner, após um pequeno hiato, voltei a montar mais e mediante a agenda não vinha tanto ao Brasil. Durante dois anos trabalhei os
cavalos novos para Wolfgang Brinckmann, proprietário da Pikeur /Eskadron. Agora estou trabalhando na Associação do Oldenburger e sou e sou responsável pelo mercado nos
EUA e América do Sul. O motivo é que a Associação Internacional do Oldenburgo tem 700 membros nos EUA e lá a cada ano nascem 300 potros registrados por nós. Então como já tenho contato na América do Sul com o Brasil, também voltei a vir pra cá.

BH. Mediante a globalização da inseminação artificial, a diferença entre os cavalos de linhagens warmblood está cada vez mais tênue. Pode apontar algum diferencial do Oldenburgo? 

Rohde. Cada vez as linhagens estão mais misturadas e há menos diferenças. A principal diferença é que o cavalo oldenburgo em sua origem – que existe até hoje – é um
warmblood de estatura bastante pesada e não é adequada ao esporte. Era usado na agricultura e é criado até hoje. Mas não tem mais nada com a atual Associação do
Oldenburger de Cavalos de Salto Internacional, fundada em 2001.

Oldenburger do jeito que está hoje é uma associação relativamente jovem e sempre esteve aberta a outras linhas com hannoveranos e holsteiners entre outras. A ideia é
criar um cavalo de esporte , o que basicamente é a diferença. Por exemplo a Associação do Holsteiner é bastante restritiva, por isso, muitos cavalos bons embora tenham
linhagem Holsteiner estão registrados no Oldenburgo, que é uma mistura.

Uma coisa interessante é que dos 21 mil potros warmblood que nasceram na Alemanha em 2016, o mesmo número que há 40 anos, o percentual do Oldenburger quadruplicou, enquanto outros studbooks diminuíram os registros ou desapareceram. Somos uma Associação flexível, demos chances a muitos garanhões. O presidente da Associação do Oldenburger nos EUA é Paul Schockemöhle, cavaleiro alemão e maior criador do mundo, que produz mais de 1000 potros ao ano em seu Haras Lewitz.

BH. Quais os principais destaques da raça Oldenburg no cenário internacional?

Rohde. Weihegold (Don Schufro em Sandro Hit), campeão olímpico por equipes e prata individual de Adestramento com Isabell Werth na Rio 2016, e que recentemente estabeleceu dois recordes em GPs World Cup com aproveitamento acima de 90%. Na modalidade salto são muitos os expoentes como Toulago, montaria do suíço Pius Schwizer, Couleur Rubin, na sela de Ludger Beerbaum, Sandro Boy, vencedor da Copa do Mundo com Marcus Ehning, entre outros.

/ Isabell Werth com Weissgold, um oldenburger top mundial , em ação na Rio 2016 ; img: FEI

BH. Como você avaliou o curso agora em fevereiro no Clube Hípico de Santo Amaro? Em linhas gerais no que se base o treinamento de um cavalo novo para a modalidade salto?

Rohde. Acho que a técnica de montaria está indo pro caminho certo, mesmo que aos poucos. Já verificamos uma outra ideia no que se refere montaria e formação de cavalos
novos. O negócio não é somente saltar alto e largo, mas ter controle sobre o cavalo e a partir daí estar melhor preparado para competir em nível mais alto . A ideia do
programa é que os cavaleiros tenham uma formação para trabalhar os cavalos novos de modo correto e melhor para que com isso o Cavalo Brasileiro de Hipismo também possa
ser melhor vendido.

O cavaleiro Tony Fortino participante regular das clínicas com Sebastian Rohde, em salto perfeito com Daquiri For, de 7 anos

Acho que esse também é um diferencial na Alemanha, onde tem muita criação, mas também se investe na formação dos cavalos. O comércio prospera porque os cavalos são bem trabalhados e podem ser montados por pessoas diferentes. Não basta criar bem é preciso formar os cavalos.

Tivemos vários tipos de cavaleiros na clínica, o que a torna bastante interessante, porque nenhum grupo é igual ao outro. Eu realmente gosto do que faço. Não olho  relógio. É preciso de alguma forma oferecer uma solução aos cavaleiros.

BH. Os mesmos exercícios básicos se aplicam a todos os níveis?

Rohde. Sempre há vários aspectos. A quem quero treinar, o cavaleiro ou cavalo, ou mesmo ambos? Um percurso é feito de diferentes distâncias, mais largas , mais
curtas, e mesmo quando o salto é isolado, nem sempre se acerta a distância ideal e preciso se preparar para o próximo obstáculo..

Não é adequado para o cavalo fazer um percurso todos os dias. Por isso, os exercícios com varas no chão e saltos baixinhos eu preservo o cavalo e assim treinamos a comunicação e a sintonia do olho do cavaleiro em parceria com o cavalo. Há muita coisa a se aprender e não é possível fazê-lo saltando somente percursos. Também não posso, por exemplo, enviar um cavalo novo para escola e dizer agora vamos escrever um ditado ! É preciso fazer uma coisa após a outra, passo a passo. Quando então um cavalo, aos
8 anos, está pronto para saltar a 1.50 metro em algum momento ele também tinha quatro anos e precisou ser formado. E, dessa forma, passo a passo, simplesmente
preparando o cavalo gradativamente para tarefas mais difíceis.

Claro que só se aprende a saltar saltando. Mas antes disso é preciso ter o cavalo sob controle, senão o resto não faz sentido. Eu posso fazer adestramento sem saltar,
mas não posso saltar sem fazer adestramento.

De modo geral quando vejo o hipismo no Brasil, noto que as pessoas gostam mesmo de saltar e não trabalhar. Então  muitos cavalos não vão ultrapassar a barreira da altura de 1.40 metro, sempre pode ter cavalo com mais potencial, isso é algo que a gente vem conversando há muito tempo.

Temos falado sobre cavalos de 5 anos realizarem disputas ao cronômetro no Campeonato Brasileiro. Isso é algo que a gente não conhece e realmente considero besteira. Em geral na Europa, cavalos de 6 anos já fazem disputa ao cronometro. Mas na Alemanha – o cavalo para disputar o Campeonato Alemão precisa vencer somente uma
qualificativa durante o ano. A gente preserva nossos cavalos muito mais, prova para cavalos novos 5 anos só tem uma por final de semana e já na altura de 1.20 / 130
metro não mais que isso. Eles podem concorrer em duas provas, mas em um único dia..

BH. Em linhas gerais, quais as dicas que você pode dar aos cavaleiros e criadores no Brasil?

Rohde. São muitos aspectos diferentes que tornam o Brasil extraordinariamente interessante. Fato é que aqui são criados cavalos muito bons e na realidade esse mesmo
cavalo é igual a linhagens europeias. A única questão é formação e essa é diferença. Na Alemanha, como falei, nosso maior negócio é formar cavalos novos. E quando a
gente fala em esporte ele começa a 1.40 metro, o que vem antes é somente formação.

Por isso, temos centenas de cavalos saltando 1.40 metro e não é nada demais.
Para esporte top é preciso cavalos que saltem 1.50 e 1.60 metro. E o cavaleiro brasileiro em si é extremamente veloz, mas às vezes é necessário não colocar o cavalo
novo na correria para depois aos 8 / 9 anos, ter um cavalo bom na cocheira.

Acho que um profissional também necessita de treinador. Em todos os concursos internacionais, a maioria dos cavaleiros têm seu treinador e trabalham em conjunto. Não é
possível ser diferente.

Na Alemanha muitos profissionais se especializaram em adestramento para cavalos de salto. Talvez eles mesmo não tenham condições de saltar um GP, mas sabem
trabalhar a base do cavalo de adestramento do cavalo para tanto. Um cavalo de GP necessita de movimento, sair da cocheira até 3 vezes por dia. Montar só uma vez por
dia não dá certo, o cavalo pode também ir ao padoque, piquete, andador. Cavalo não é máquina, mas parceiro e o trabalho adequado e detalhes fazem a diferença.

Tony Fortino, cavaleiro que também está investindo na formação de cavalos novos, com Zirocco de 7 anos

Interessante é que não há um caminho que esteja sempre certo. Acho que um problema na Alemanha é que formamos bem nossos cavalos, mas quando eles têm 7/8 anos, também precisam de mais tempo para ficarem mais rápidos e competitivos e isso também requer formação.

Não há um só caminho certo, mas é preciso seguir uma ideia que funciona. Respeito é fundamental. De uma forma ou de outro, o cavalo é um investimento: em algum momento
será vendido ou precisa ser vendido. Nesse sentido a gente corta a própria carne quando não cuidamos adequadamente da formação do nosso cavalo. Ele é o atleta, e se
não for cuidado será perdido e com prejuízo financeiro.

Amadores e profissionais precisam investir nesse parceiro. Se quero mudar alguma coisa aqui no Brasil, não basta conversar com o cavaleiro, mas também com os proprietários, criadores, treinadores e dirigentes que fazem as regras. Todos precisam conversar, entender as necessidades e compromissos de mudanças.

 

Fonte: Brasil Hipismo ; fotos: João Markun, FEI e arquivo pessoal

Hípica Santa Hedwiges alia esportes hípicos e contato com a natureza na capital paulista

Fundada em 2004, na região sul de São Paulo, a Hípica Santa Hedwiges há 13 anos combina a prática dos esportes hípicos, como Salto e Adestramento, com o estreito contato com a exuberante natureza às margens da represa Guarapiranga.

Lugar ideal para a prática equestre

Sua estrutura é integrada por mais de 50 baias de alvenaria, quatro quartos de sela, 10 piquetes onde os cavalos podem caminhar livremente, duas pistas de areia, lanchonete, vestiários e área para lazer. Além disso, em todo o entorno é possível usufruir de trilhas e ruas de terra para passeios e cavalgadas. Tudo em meio a uma reserva verde, dentro da tranquilidade e segurança de um condomínio fechado.

Mais de 50 cocheiras de alvenaria e 10 piquetes

Trilhas com vegetação exuberante

Além dos treinos para cavaleiros e amazonas que já possuem seus próprios animais, a Hípica Santa Hedwiges conta com uma Escola de Equitação para atender àqueles que querem iniciar na arte do hipismo.

Duas pistas de areia

Uma equipe de instrutores capacitada atende desde os pequenos ginetes a partir de dois anos na equitação lúdica, até atletas de todas as idades já fazendo suas primeiras provas de Salto. A Escola é dividida em cinco níveis, cada um com uma proposta definida e objetivos a serem alcançados pelos alunos, na busca de um aprendizado efetivo e divertido.

Escola com equipe de instrutores qualificados

Para os proprietários de animais interessados em evoluir no esporte, a Hípica disponibiliza serviços de renomados instrutores de Salto, e Adestramento.

O experiente cavaleiro e instrutor Ayrton de Oliveira, mais conhecido como Jailton

A Santa Hedwiges também fornece atendimento em equoterapia para crianças e adultos com necessidades especiais.

A equipe da Hípica Santa Edwiges é composta por:

Escola de equitação e equoterapia – Laura Godinho, Suzana Spago e Natalino Sobrinho (Natal)
Salto – Ayrton de Oliveira Santos (Jailton), Djalma Santos e Natalino Sobrinho (Natal)
Adestramento – Laura Godinho e Silvia Boer
Planejamento e divulgação – Lucíola Barbosa, Lia Vidal e Thabata Rodrigues
Veterinário responsável – Kleverson Santos

Esporte em meio à natureza

Marque uma visita ou uma aula experimental através dos telefones:
11 98273 9128 – Donato
11 98334 5441 – Laura

Serviço
Hípica Santa Hedwiges
Rua Jacarandá, 31
Jardim São Luiz – São Paulo
Facebook: www.facebook.com/HipicaStaHedwiges
Instagram: @hipicasantahedwiges

Localize pelo Google Maps

10 ótimas razões para praticar equitação

Pode ser que você sempre tenha tido vontade de subir em um cavalo, queria muito um pônei quando era criança ou até já tenha montado em um hotel fazenda.

Se você ainda não monta, mas gostaria de montar ou seu filho não pára de pedir para fazer aulas, aqui vão 10 ótimas razões pra você procurar a escola de equitação mais próxima (e existem muitas):

Cooordenação, equilíbrio, força e estabilidade – algumas das habilidades desenvolvidas na equitação

1. Melhora seu equilíbrio e coordenação
Ser capaz de equilibrar seu corpo é uma coisa, mas manter-se em equilíbio com outro animal em movimento é muito diferente!

2. Melhora a força e a estabilidade
Por causa do equilíbrio em conjunto com outro animal em movimento mencionado acima

3. Sempre há algo novo a aprender
Cada cavalo é diferente e cada um deles pode ser um ótimo professor, se você permitir. Suas habilidades vão evoluir constantemente e você vai descobrir novas coisas sobre equitação, manejo, treinamento e milhares de assuntos apenas montando regularmente e estando junto com outras pessoas que fazem o mesmo.

4. Experimentar aquela conexão com o cavalo de que cavaleiros e amazonas falam tanto
É difícil de entender e mais ainda de explicar, mas existem aqueles momentos em que você sente que você e seu cavalo são um só ser e que um pode ouvir os pensamentos do outro. São por esses momentos que cavaleiros e amazonas vivem, e essa é uma sensação realmente única.

Uma ligação como nenhuma outra; img: FEI

5. Aprender auto-controle
Pode ser bem complicado controlar um cavalo em uma situação desagradável quando você está nervoso, pode ser frustrante quando você pede um movimento e o cavalo não responde como desejado. Nessas situações você vai precisar aprender a controlar suas emoções, sua frustração e suas ações. Você vai aprender uma habilidade realmente valiosa – ficar calmo e focado, concentrado em alcançar seu objetivo, seja ele saltar um percurso com perfeição ou fazer um potro galopar pela primeira vez.

6. Melhorar sua disciplina
Esta é uma ótima razão para levar seus filhos para montar! Pode ser difícil acordar cedo para montar quando está frio ou você quer dormir mais um pouquinho. Mas não é a mesma coisa que simplemente faltar naquela aula da academia – porque não é apenas você que será afetado, mas o cavalo também. Colocar a dedicação e o compromisso à frente de seu humor diário pode ser um verdadeiro desafio, mas vai lhe servir bem durante toda a vida. Além disso, você sempre vai se sentir melhor depois de uma cavalgada e de um abraço em seu cavalo, mesmo que tenha que arrumar motivação para chegar até lá!

7. Ficar com pernas maravilhosas
É por isso que cavaleiros e amazonas adoram suas botas e culotes justos – para exibir as pernas!

Equitação modela as pernas

8. Aprender ótimas formas de resolver problemas
Cavalos nem sempre se comportam como nós gostaríamos ou esperamos, então muitas vezes você vai precisar pensar fora da caixa para resolver um problema de um jeito diferente

9. Fazer novos e incríveis amigos
Pessoas do mundo do cavalo têm costumam ter uma coisa muito forte em comum, então vocês sempre terão assunto para conversar. Além disso, longas cavalgadas são uma ótima forma de fazer amigos.

10. Férias incríveis
Alguns lugares são muito melhores se visitados a pé ou a cavalo e não são acessíveis aos carros. Imagine fazer um safari a cavalo, cavalgando por montanhas e vales, ou galopar através de uma praia deserta ao nascer do sol. Acredite, o sentimento experimentando nessas ocasiões valem todas as aulas no frio!

Alguns dos destinos mais incríveis não são acessíveis a carros

Com uma rápida pesquisa no Google você descobrirá vários locais onde praticar equitação. Mas atenção! Uma vez fisgado, sua vida – e sua conta bancária – jamais serão as mesmas…

 

Tradução Brasil Hipismo com a fonte FEI / Sophie Kate Baker

Cavalia Odysseo | O maior espetáculo itinerante do mundo conta com 65 belos cavalos no elenco

Criada por Normand Latourelle, um dos fundadores do Cirque du Soleil, a companhia de espetáculos Cavalia, com base em Montreal, Canadá, apresentou seu primeiro show em 2003, também chamado de Cavalia. Desde então esse espetáculo que alia alta tecnologia, multimídia, efeitos especiais e incríveis cavalos e seus cavaleiros, foi visto por mais de quatro milhões de pessoas na América do Norte, Austrália, Oriente Médio e Ásia.

Em muitos momentos do espetáculo, os cavalos trabalham livres, sem cavaleiros

Após uma parada de 15 dias de férias para os cavalos, o segundo espetáculo – Odysseo, criado em 2011 – retornou a Vila Olímpica em Vancouver, Canadá para uma temporada entre 29/1 e 5/3.

O show

Definido como um balé ou uma aventura equestre, a apresentação mistura acrobacias, dança e manobras aéreas, em um mix de artes equestres e performáticas, ao som de música ao vivo. Todo o espetáculo é baseado na relação entre homem e cavalo, construída através do tempo, uma ligação preciosa que proporcionou tanto aos seres humanos.

Movimentos de diversas modalidades equestres são adaptados para o show

Em uma verdadeira festa para os olhos, os espectadores serão carregados, em uma experiência imersiva e multi dimensional, de uma floresta encantada até os desertos e savanas da África, o Oeste Americano, as estepes da Mongólia, os glaciares nórdicos e a Ilha da Páscoa. Tudo sem deixar suas cadeiras dentro da grande tenda onde o show acontece.

Os cavalos

Quarenta e oito artistas de 11 países contracenam com 65 cavalos de 11 raças diferentes nesse grandioso espetáculo: Lusitanos, Andaluzes, Árabes, Quarto de Milha, Apaloosa, Percheron, Paint Horse, Australian Stockhorse, Sela Francesa, Holsteiner e Puro Sangue Inglês. Todos são machos, garanhões ou castrados. O mais velho tem 14 anos, o mais novo 3 e a média é de 9 anos de idade.

O elenco conta com 65 cavalos de 11 raças diferentes

No total, a companhia possui mais de 100 cavalos. Uma equipe de 20 pessoas incluindo veterinários, ferreiros e tratadores assegura o bem estar dos animais. Seu treinamento varia entre 6 meses, para os cavalos de Trick Riding, a 10 anos, para um cavalo de Alta Escola.

Parte da equipe do espetáculo reunida

Cada vez que a companhia sai de uma cidade para a outra, os cavalos ficam vários dias “de férias” em pastos onde podem tomar sol, rolar, descansar e pastar. São sete shows por semana e os cavalos têm reservas, assim eles podem tirar vários dias de folga quando necessário.

Um lago com 150 mil litros de água também faz parte do cenário

Cada animal é treinado com base em uma comunicação real e uma ligação estreita com seu cavaleiro, através de linguagem corporal, das mãos e estalar da língua. Os cavalos trabalham nas turnês por aproximadamente seis anos, quando então são aposentados. Seu destino varia de acordo com sua condição física, sua idade e necessidades. Alguns passam a viver na fazenda de 72 acres que a companhia possui para abrigar o cavalos aposentados. Outros, podem ser adotados. Porém, para adotar um dos cavalos, o pretende precisa seguir uma série de regras.

O objetivo é mostrar a ligação entre o homem e o cavalo

A estrutura

A estrutura, chamada de Odysseo Village, é integrada por cinco enormes tendas, incluindo a que abriga os estábulos. A tenda maior, onde as apresentações acontecem, tem mais de 2 mil assentos e o tamanho de um campo de futebol. Dez toneladas de pedra, areia e terra compõe o “palco” onde os cavalos se apresentam e 150 mil litros formam o lago sobre o qual eles galopam. A produção de 30 milhões de dólares ainda conta com 18 dos mais modernos projetores e uma tela três vezes maior que as dos melhores cinemas.

O espetáculo Odysseo segue em turnê para as cidades de Chicago, nos EUA, e Mississauga, Canadá. Confira o site oficial e assista aos trailers.

 

Fonte: Brasil Hipismo com info e fotos: Cavalia / divulgação

Melhor idade | Vovó de 68 anos conquistou o bicampeonato mundial de três tambores nos EUA

Mary Burger ganhou pela segunda vez o título mundial na modalidade três tambores em dezembro de 2016. Na primeira vez, em 2006, ela foi a mais velha campeã da história do Women’s Pro Rodeo Barrel Racing World Championship, com 58 anos. O feito se repetiu com o bicampeonato de Mary, do alto de seus 68 anos.

Mary Burger, a doce vovó de 68 anos de repente se transforma…

A doce senhora já chegou à final, no Thomas & Mack Center em Las Vegas, EUA, na liderança. Nas dez rodadas da competição, ela se manteve em 1º ao lado do baio Sadiesfamouslastwords, mais conhecido como “Mo”, ficando entre as primeiras 12 colocações em cada rodada. A dupla manteve essa incrível regularidade durante todo o ano, o que lhes rendeu mais de US$ 190 mil.

… na feroz competidora, bicampeã mundial nos três tambores; iimg: Blaine McCartney/Wyoming Tribune Eagle

Seu cavalo Mo, 7, está com ela desde os 2 anos de idade e se recuperou de uma lesão que o afastou das pistas por seis semanas, voltando bem a tempo das finais. “Eu agradeço a Deus, a minha família, meus patrocinadores e todos que me ajudaram a chegar até aqui”, declarou Mary ao site Horse Talk, com modéstia. “Foi um ano maravilhoso e eu não poderia sequer imaginar que tudo isso aconteceria.”

“É o que eu amo fazer. Além de trabalhar no rancho, manter tudo em ordem, esta é a minha vida. Acho que é tudo o que eu sei fazer”, conta a vovó que já está passando adiante a paixão pelos cavalos. Sua neta, Kaden, 10, já compete nos três tambores.

Apesar de treinar cavalos de três tambores a vida toda, Mary começou a competir pra valer apenas no ano em que ganhou seu primeiro título, 2006. E porque apenas em 2006? “Quando tive cavalos para competir nesse nível, eu comecei a fazer isso”, explica a senhora, com toda a simplicidade do interior.

De fala mansa e macia, a vovó do tambor se transforma em uma competidora feroz quando entra em pista, e é a prova viva de que nunca é tarde para começar ou para ser um campeão. Assista uma das pistas de Mary em Las Vegas e a entrevista com a bicampeã mundial.

 

Basil Hipismo com fonte e foto: Horse Talk