Dia da Mulher | Um pouco da história e do mito das Amazonas

Neste Dia da Mulher, consequentemente Dia das Amazonas, o Brasil Hipismo traz um pouco da história do termo que hoje designa as mulheres que montam à cavalo, as “cavaleiras”. Mas nem sempre foi assim.

Meredith Michaels-Beerbaum, exemplo de amazona vitoriosa, mãe e mulher

Amazonas – palavra que vem do grego antigo “Amazónes” – refere-se às mulheres guerreiras da mitologia grega. Elas viviam em um reino estritamente feminino, governado por uma rainha. A primeira e mais importante teria sido Hipólita, cujo cinturão mágico foi o objeto de um dos doze trabalhos de Hércules, importante mito grego. Segundo a lenda, as Amazonas eram filhas de Ares, deus da guerra, de quem teriam herdado a audácia e a coragem. O deus teria dado um cinturão para a rainha Hipólita como símbolo de força e poder.

Alto relevo de batalha entre gregos e amazonas exposto no Museu do Vaticano

Em certas versões mitológicas, as amazonas uma vez por ano visitavam a tribo vizinha para se relacionarem com os homens, de modo a manter a continuidade da raça. Se dessa união nascessem meninos, eram enviados para serem criados pelos pais, se fossem meninas, eram criadas pelas mães e treinadas nas artes da guerra, caça e agricultura. Suas armas eram o arco e flecha, lanças e machados.

Vaso ático, ca. 420 a.C.

Existem ainda alguns historiadores que especulam que a ideia das amazonas possa ter sido inspirada em guerreiras reais, possivelmente mulheres da Sarmácia (região da atual Turquia), que lutavam ao lado dos homens em batalha. Essa linha é baseada em descobertas arqueológicas: as sepulturas com corpos de mulheres sármatas armadas correspondem a cerca de 25% do total encontrado, e quase todas eram enterradas com arcos, dando uma forma minimamente concreta aos contos gregos de amazonas a cavalo.

Amazonomachia, alto relevo de Pio Clementino

Especula-se que a própria região da Amazônia foi assim denominada porque o explorador espanhol Francisco de Orellana, desbravando a floresta tropical sul-americana em 1541, afirmou ter lutado com mulheres guerreiras, que atacavam com flechas e zarabatanas.

Pequena estátua representando uma amazona

As obras de arte gregas muitas vezes retratam as batalhas entre os gregos e as amazonas, de igual para igual. Usavam vestidos finos ou roupas persas, como calças apertadas, quase sempre retratadas sobre os cavalos. Por isso, a partir do período moderno, o termo Amazonas passou a ser utilizado para se referir a mulheres que montam a cavalo, participando em provas de equitação.

Visão das amazonas na Idade Média

De qualquer forma o Brasil Hipismo parabeniza todas as mulheres e amazonas no seu dia!

 

Brasil Hipismo com a fonte: Wikipédia

“Cavalo não é máquina, mas parceiro e o trabalho adequado faz a diferença” , Sebastian Rohde

A importância da formação de um cavalo novo se reflete no futuro do esporte. Levar um cavalo ao mais alto nível de competição não é tarefa fácil: requer conhecimento técnico, paciência e horsemanship no sentido mais amplo da palavra: começando pelo respeito ao animal, treinamento adequado com planejamento para não atropelar nenhuma fase, chegar à altura de 1.40 metro por volta dos 7/8 anos e seguir carreira a 1.50 / 1.60 metro até depois dos 15 anos.

Hoje a criação do Cavalo Brasileiro de Hipismo (BH) está a altura dos melhores linhagens mundiais. “Fato é que no Brasil são criados cavalos extraordinariamente bons e na
realidade esse mesmo cavalo é igual às melhores linhagens europeias A única questão é formação e essa é a diferença”, discorre o alemão Sebastian Rohde, treinador especializado em cavalos novos, que tem vindo com regularidade ao Brasil desde 2009.

Flash durante a clínica do treinador Sebastian Rohde (terceiro da direita para esquerda) com Tony Fortino e Carolina Mendonça, à sua direito, Beate Susemihl,que atuou na tradução, Geraldo Lamounier e Antonio Celso Fortino, conselheiro da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Hipismo, um dos idealizadores da Clínica

Rohde, que trabalhou por muitos anos na Associação do Holsteiner, depois com o
criador Wolfgang Brinckmann, proprietário da Pikeur / Eskadron, atualmente está à frente Associação Internacional do Cavalo Oldenburger para os mercados dos EUA e América
do Sul. O conceito liberal da Associação Oldenburger de Esporte Internacional também vai de encontro à criação do cavalo Brasileiro de Hipismo, sem “bairrismo” para efetuar os registros das mais diversas e melhores linhagens warmblood a nível mundial.

O Brasil Hipismo conversou com Rohde, após mais uma bem sucedida clínica no início de fevereiro no Clube Hípico de Santo Amaro. Confira!

O alemão Sebastian Rohde à direita ao final da Clinica em Santo Amaro com Antonio Fortino e Rafael Christianini

BH. Quantas vezes você já veio para o Brasil e quais suas principais atividades?

Sebastian Rohde. Estive pela primeira vez no Brasil em 2009. Depois passamos a organizar clínicas com o Antonio Fortino e Paulo Foroni, primeiramente, duas a três
vezes por ano, depois quase cinco vezes por ano, acho que já sou meio brasileiro.

Depois que deixei a Associação do Holsteiner, após um pequeno hiato, voltei a montar mais e mediante a agenda não vinha tanto ao Brasil. Durante dois anos trabalhei os
cavalos novos para Wolfgang Brinckmann, proprietário da Pikeur /Eskadron. Agora estou trabalhando na Associação do Oldenburger e sou e sou responsável pelo mercado nos
EUA e América do Sul. O motivo é que a Associação Internacional do Oldenburgo tem 700 membros nos EUA e lá a cada ano nascem 300 potros registrados por nós. Então como já tenho contato na América do Sul com o Brasil, também voltei a vir pra cá.

BH. Mediante a globalização da inseminação artificial, a diferença entre os cavalos de linhagens warmblood está cada vez mais tênue. Pode apontar algum diferencial do Oldenburgo? 

Rohde. Cada vez as linhagens estão mais misturadas e há menos diferenças. A principal diferença é que o cavalo oldenburgo em sua origem – que existe até hoje – é um
warmblood de estatura bastante pesada e não é adequada ao esporte. Era usado na agricultura e é criado até hoje. Mas não tem mais nada com a atual Associação do
Oldenburger de Cavalos de Salto Internacional, fundada em 2001.

Oldenburger do jeito que está hoje é uma associação relativamente jovem e sempre esteve aberta a outras linhas com hannoveranos e holsteiners entre outras. A ideia é
criar um cavalo de esporte , o que basicamente é a diferença. Por exemplo a Associação do Holsteiner é bastante restritiva, por isso, muitos cavalos bons embora tenham
linhagem Holsteiner estão registrados no Oldenburgo, que é uma mistura.

Uma coisa interessante é que dos 21 mil potros warmblood que nasceram na Alemanha em 2016, o mesmo número que há 40 anos, o percentual do Oldenburger quadruplicou, enquanto outros studbooks diminuíram os registros ou desapareceram. Somos uma Associação flexível, demos chances a muitos garanhões. O presidente da Associação do Oldenburger nos EUA é Paul Schockemöhle, cavaleiro alemão e maior criador do mundo, que produz mais de 1000 potros ao ano em seu Haras Lewitz.

BH. Quais os principais destaques da raça Oldenburg no cenário internacional?

Rohde. Weihegold (Don Schufro em Sandro Hit), campeão olímpico por equipes e prata individual de Adestramento com Isabell Werth na Rio 2016, e que recentemente estabeleceu dois recordes em GPs World Cup com aproveitamento acima de 90%. Na modalidade salto são muitos os expoentes como Toulago, montaria do suíço Pius Schwizer, Couleur Rubin, na sela de Ludger Beerbaum, Sandro Boy, vencedor da Copa do Mundo com Marcus Ehning, entre outros.

/ Isabell Werth com Weissgold, um oldenburger top mundial , em ação na Rio 2016 ; img: FEI

BH. Como você avaliou o curso agora em fevereiro no Clube Hípico de Santo Amaro? Em linhas gerais no que se base o treinamento de um cavalo novo para a modalidade salto?

Rohde. Acho que a técnica de montaria está indo pro caminho certo, mesmo que aos poucos. Já verificamos uma outra ideia no que se refere montaria e formação de cavalos
novos. O negócio não é somente saltar alto e largo, mas ter controle sobre o cavalo e a partir daí estar melhor preparado para competir em nível mais alto . A ideia do
programa é que os cavaleiros tenham uma formação para trabalhar os cavalos novos de modo correto e melhor para que com isso o Cavalo Brasileiro de Hipismo também possa
ser melhor vendido.

O cavaleiro Tony Fortino participante regular das clínicas com Sebastian Rohde, em salto perfeito com Daquiri For, de 7 anos

Acho que esse também é um diferencial na Alemanha, onde tem muita criação, mas também se investe na formação dos cavalos. O comércio prospera porque os cavalos são bem trabalhados e podem ser montados por pessoas diferentes. Não basta criar bem é preciso formar os cavalos.

Tivemos vários tipos de cavaleiros na clínica, o que a torna bastante interessante, porque nenhum grupo é igual ao outro. Eu realmente gosto do que faço. Não olho  relógio. É preciso de alguma forma oferecer uma solução aos cavaleiros.

BH. Os mesmos exercícios básicos se aplicam a todos os níveis?

Rohde. Sempre há vários aspectos. A quem quero treinar, o cavaleiro ou cavalo, ou mesmo ambos? Um percurso é feito de diferentes distâncias, mais largas , mais
curtas, e mesmo quando o salto é isolado, nem sempre se acerta a distância ideal e preciso se preparar para o próximo obstáculo..

Não é adequado para o cavalo fazer um percurso todos os dias. Por isso, os exercícios com varas no chão e saltos baixinhos eu preservo o cavalo e assim treinamos a comunicação e a sintonia do olho do cavaleiro em parceria com o cavalo. Há muita coisa a se aprender e não é possível fazê-lo saltando somente percursos. Também não posso, por exemplo, enviar um cavalo novo para escola e dizer agora vamos escrever um ditado ! É preciso fazer uma coisa após a outra, passo a passo. Quando então um cavalo, aos
8 anos, está pronto para saltar a 1.50 metro em algum momento ele também tinha quatro anos e precisou ser formado. E, dessa forma, passo a passo, simplesmente
preparando o cavalo gradativamente para tarefas mais difíceis.

Claro que só se aprende a saltar saltando. Mas antes disso é preciso ter o cavalo sob controle, senão o resto não faz sentido. Eu posso fazer adestramento sem saltar,
mas não posso saltar sem fazer adestramento.

De modo geral quando vejo o hipismo no Brasil, noto que as pessoas gostam mesmo de saltar e não trabalhar. Então  muitos cavalos não vão ultrapassar a barreira da altura de 1.40 metro, sempre pode ter cavalo com mais potencial, isso é algo que a gente vem conversando há muito tempo.

Temos falado sobre cavalos de 5 anos realizarem disputas ao cronômetro no Campeonato Brasileiro. Isso é algo que a gente não conhece e realmente considero besteira. Em geral na Europa, cavalos de 6 anos já fazem disputa ao cronometro. Mas na Alemanha – o cavalo para disputar o Campeonato Alemão precisa vencer somente uma
qualificativa durante o ano. A gente preserva nossos cavalos muito mais, prova para cavalos novos 5 anos só tem uma por final de semana e já na altura de 1.20 / 130
metro não mais que isso. Eles podem concorrer em duas provas, mas em um único dia..

BH. Em linhas gerais, quais as dicas que você pode dar aos cavaleiros e criadores no Brasil?

Rohde. São muitos aspectos diferentes que tornam o Brasil extraordinariamente interessante. Fato é que aqui são criados cavalos muito bons e na realidade esse mesmo
cavalo é igual a linhagens europeias. A única questão é formação e essa é diferença. Na Alemanha, como falei, nosso maior negócio é formar cavalos novos. E quando a
gente fala em esporte ele começa a 1.40 metro, o que vem antes é somente formação.

Por isso, temos centenas de cavalos saltando 1.40 metro e não é nada demais.
Para esporte top é preciso cavalos que saltem 1.50 e 1.60 metro. E o cavaleiro brasileiro em si é extremamente veloz, mas às vezes é necessário não colocar o cavalo
novo na correria para depois aos 8 / 9 anos, ter um cavalo bom na cocheira.

Acho que um profissional também necessita de treinador. Em todos os concursos internacionais, a maioria dos cavaleiros têm seu treinador e trabalham em conjunto. Não é
possível ser diferente.

Na Alemanha muitos profissionais se especializaram em adestramento para cavalos de salto. Talvez eles mesmo não tenham condições de saltar um GP, mas sabem
trabalhar a base do cavalo de adestramento do cavalo para tanto. Um cavalo de GP necessita de movimento, sair da cocheira até 3 vezes por dia. Montar só uma vez por
dia não dá certo, o cavalo pode também ir ao padoque, piquete, andador. Cavalo não é máquina, mas parceiro e o trabalho adequado e detalhes fazem a diferença.

Tony Fortino, cavaleiro que também está investindo na formação de cavalos novos, com Zirocco de 7 anos

Interessante é que não há um caminho que esteja sempre certo. Acho que um problema na Alemanha é que formamos bem nossos cavalos, mas quando eles têm 7/8 anos, também precisam de mais tempo para ficarem mais rápidos e competitivos e isso também requer formação.

Não há um só caminho certo, mas é preciso seguir uma ideia que funciona. Respeito é fundamental. De uma forma ou de outro, o cavalo é um investimento: em algum momento
será vendido ou precisa ser vendido. Nesse sentido a gente corta a própria carne quando não cuidamos adequadamente da formação do nosso cavalo. Ele é o atleta, e se
não for cuidado será perdido e com prejuízo financeiro.

Amadores e profissionais precisam investir nesse parceiro. Se quero mudar alguma coisa aqui no Brasil, não basta conversar com o cavaleiro, mas também com os proprietários, criadores, treinadores e dirigentes que fazem as regras. Todos precisam conversar, entender as necessidades e compromissos de mudanças.

 

Fonte: Brasil Hipismo ; fotos: João Markun, FEI e arquivo pessoal

Hípica Santa Hedwiges alia esportes hípicos e contato com a natureza na capital paulista

Fundada em 2004, na região sul de São Paulo, a Hípica Santa Hedwiges há 13 anos combina a prática dos esportes hípicos, como Salto e Adestramento, com o estreito contato com a exuberante natureza às margens da represa Guarapiranga.

Lugar ideal para a prática equestre

Sua estrutura é integrada por mais de 50 baias de alvenaria, quatro quartos de sela, 10 piquetes onde os cavalos podem caminhar livremente, duas pistas de areia, lanchonete, vestiários e área para lazer. Além disso, em todo o entorno é possível usufruir de trilhas e ruas de terra para passeios e cavalgadas. Tudo em meio a uma reserva verde, dentro da tranquilidade e segurança de um condomínio fechado.

Mais de 50 cocheiras de alvenaria e 10 piquetes

Trilhas com vegetação exuberante

Além dos treinos para cavaleiros e amazonas que já possuem seus próprios animais, a Hípica Santa Hedwiges conta com uma Escola de Equitação para atender àqueles que querem iniciar na arte do hipismo.

Duas pistas de areia

Uma equipe de instrutores capacitada atende desde os pequenos ginetes a partir de dois anos na equitação lúdica, até atletas de todas as idades já fazendo suas primeiras provas de Salto. A Escola é dividida em cinco níveis, cada um com uma proposta definida e objetivos a serem alcançados pelos alunos, na busca de um aprendizado efetivo e divertido.

Escola com equipe de instrutores qualificados

Para os proprietários de animais interessados em evoluir no esporte, a Hípica disponibiliza serviços de renomados instrutores de Salto, e Adestramento.

O experiente cavaleiro e instrutor Ayrton de Oliveira, mais conhecido como Jailton

A Santa Hedwiges também fornece atendimento em equoterapia para crianças e adultos com necessidades especiais.

A equipe da Hípica Santa Edwiges é composta por:

Escola de equitação e equoterapia – Laura Godinho, Suzana Spago e Natalino Sobrinho (Natal)
Salto – Ayrton de Oliveira Santos (Jailton), Djalma Santos e Natalino Sobrinho (Natal)
Adestramento – Laura Godinho e Silvia Boer
Planejamento e divulgação – Lucíola Barbosa, Lia Vidal e Thabata Rodrigues
Veterinário responsável – Kleverson Santos

Esporte em meio à natureza

Marque uma visita ou uma aula experimental através dos telefones:
11 98273 9128 – Donato
11 98334 5441 – Laura

Serviço
Hípica Santa Hedwiges
Rua Jacarandá, 31
Jardim São Luiz – São Paulo
Facebook: www.facebook.com/HipicaStaHedwiges
Instagram: @hipicasantahedwiges

Localize pelo Google Maps

10 ótimas razões para praticar equitação

Pode ser que você sempre tenha tido vontade de subir em um cavalo, queria muito um pônei quando era criança ou até já tenha montado em um hotel fazenda.

Se você ainda não monta, mas gostaria de montar ou seu filho não pára de pedir para fazer aulas, aqui vão 10 ótimas razões pra você procurar a escola de equitação mais próxima (e existem muitas):

Cooordenação, equilíbrio, força e estabilidade – algumas das habilidades desenvolvidas na equitação

1. Melhora seu equilíbrio e coordenação
Ser capaz de equilibrar seu corpo é uma coisa, mas manter-se em equilíbio com outro animal em movimento é muito diferente!

2. Melhora a força e a estabilidade
Por causa do equilíbrio em conjunto com outro animal em movimento mencionado acima

3. Sempre há algo novo a aprender
Cada cavalo é diferente e cada um deles pode ser um ótimo professor, se você permitir. Suas habilidades vão evoluir constantemente e você vai descobrir novas coisas sobre equitação, manejo, treinamento e milhares de assuntos apenas montando regularmente e estando junto com outras pessoas que fazem o mesmo.

4. Experimentar aquela conexão com o cavalo de que cavaleiros e amazonas falam tanto
É difícil de entender e mais ainda de explicar, mas existem aqueles momentos em que você sente que você e seu cavalo são um só ser e que um pode ouvir os pensamentos do outro. São por esses momentos que cavaleiros e amazonas vivem, e essa é uma sensação realmente única.

Uma ligação como nenhuma outra; img: FEI

5. Aprender auto-controle
Pode ser bem complicado controlar um cavalo em uma situação desagradável quando você está nervoso, pode ser frustrante quando você pede um movimento e o cavalo não responde como desejado. Nessas situações você vai precisar aprender a controlar suas emoções, sua frustração e suas ações. Você vai aprender uma habilidade realmente valiosa – ficar calmo e focado, concentrado em alcançar seu objetivo, seja ele saltar um percurso com perfeição ou fazer um potro galopar pela primeira vez.

6. Melhorar sua disciplina
Esta é uma ótima razão para levar seus filhos para montar! Pode ser difícil acordar cedo para montar quando está frio ou você quer dormir mais um pouquinho. Mas não é a mesma coisa que simplemente faltar naquela aula da academia – porque não é apenas você que será afetado, mas o cavalo também. Colocar a dedicação e o compromisso à frente de seu humor diário pode ser um verdadeiro desafio, mas vai lhe servir bem durante toda a vida. Além disso, você sempre vai se sentir melhor depois de uma cavalgada e de um abraço em seu cavalo, mesmo que tenha que arrumar motivação para chegar até lá!

7. Ficar com pernas maravilhosas
É por isso que cavaleiros e amazonas adoram suas botas e culotes justos – para exibir as pernas!

Equitação modela as pernas

8. Aprender ótimas formas de resolver problemas
Cavalos nem sempre se comportam como nós gostaríamos ou esperamos, então muitas vezes você vai precisar pensar fora da caixa para resolver um problema de um jeito diferente

9. Fazer novos e incríveis amigos
Pessoas do mundo do cavalo têm costumam ter uma coisa muito forte em comum, então vocês sempre terão assunto para conversar. Além disso, longas cavalgadas são uma ótima forma de fazer amigos.

10. Férias incríveis
Alguns lugares são muito melhores se visitados a pé ou a cavalo e não são acessíveis aos carros. Imagine fazer um safari a cavalo, cavalgando por montanhas e vales, ou galopar através de uma praia deserta ao nascer do sol. Acredite, o sentimento experimentando nessas ocasiões valem todas as aulas no frio!

Alguns dos destinos mais incríveis não são acessíveis a carros

Com uma rápida pesquisa no Google você descobrirá vários locais onde praticar equitação. Mas atenção! Uma vez fisgado, sua vida – e sua conta bancária – jamais serão as mesmas…

 

Tradução Brasil Hipismo com a fonte FEI / Sophie Kate Baker

Cavalia Odysseo | O maior espetáculo itinerante do mundo conta com 65 belos cavalos no elenco

Criada por Normand Latourelle, um dos fundadores do Cirque du Soleil, a companhia de espetáculos Cavalia, com base em Montreal, Canadá, apresentou seu primeiro show em 2003, também chamado de Cavalia. Desde então esse espetáculo que alia alta tecnologia, multimídia, efeitos especiais e incríveis cavalos e seus cavaleiros, foi visto por mais de quatro milhões de pessoas na América do Norte, Austrália, Oriente Médio e Ásia.

Em muitos momentos do espetáculo, os cavalos trabalham livres, sem cavaleiros

Após uma parada de 15 dias de férias para os cavalos, o segundo espetáculo – Odysseo, criado em 2011 – retornou a Vila Olímpica em Vancouver, Canadá para uma temporada entre 29/1 e 5/3.

O show

Definido como um balé ou uma aventura equestre, a apresentação mistura acrobacias, dança e manobras aéreas, em um mix de artes equestres e performáticas, ao som de música ao vivo. Todo o espetáculo é baseado na relação entre homem e cavalo, construída através do tempo, uma ligação preciosa que proporcionou tanto aos seres humanos.

Movimentos de diversas modalidades equestres são adaptados para o show

Em uma verdadeira festa para os olhos, os espectadores serão carregados, em uma experiência imersiva e multi dimensional, de uma floresta encantada até os desertos e savanas da África, o Oeste Americano, as estepes da Mongólia, os glaciares nórdicos e a Ilha da Páscoa. Tudo sem deixar suas cadeiras dentro da grande tenda onde o show acontece.

Os cavalos

Quarenta e oito artistas de 11 países contracenam com 65 cavalos de 11 raças diferentes nesse grandioso espetáculo: Lusitanos, Andaluzes, Árabes, Quarto de Milha, Apaloosa, Percheron, Paint Horse, Australian Stockhorse, Sela Francesa, Holsteiner e Puro Sangue Inglês. Todos são machos, garanhões ou castrados. O mais velho tem 14 anos, o mais novo 3 e a média é de 9 anos de idade.

O elenco conta com 65 cavalos de 11 raças diferentes

No total, a companhia possui mais de 100 cavalos. Uma equipe de 20 pessoas incluindo veterinários, ferreiros e tratadores assegura o bem estar dos animais. Seu treinamento varia entre 6 meses, para os cavalos de Trick Riding, a 10 anos, para um cavalo de Alta Escola.

Parte da equipe do espetáculo reunida

Cada vez que a companhia sai de uma cidade para a outra, os cavalos ficam vários dias “de férias” em pastos onde podem tomar sol, rolar, descansar e pastar. São sete shows por semana e os cavalos têm reservas, assim eles podem tirar vários dias de folga quando necessário.

Um lago com 150 mil litros de água também faz parte do cenário

Cada animal é treinado com base em uma comunicação real e uma ligação estreita com seu cavaleiro, através de linguagem corporal, das mãos e estalar da língua. Os cavalos trabalham nas turnês por aproximadamente seis anos, quando então são aposentados. Seu destino varia de acordo com sua condição física, sua idade e necessidades. Alguns passam a viver na fazenda de 72 acres que a companhia possui para abrigar o cavalos aposentados. Outros, podem ser adotados. Porém, para adotar um dos cavalos, o pretende precisa seguir uma série de regras.

O objetivo é mostrar a ligação entre o homem e o cavalo

A estrutura

A estrutura, chamada de Odysseo Village, é integrada por cinco enormes tendas, incluindo a que abriga os estábulos. A tenda maior, onde as apresentações acontecem, tem mais de 2 mil assentos e o tamanho de um campo de futebol. Dez toneladas de pedra, areia e terra compõe o “palco” onde os cavalos se apresentam e 150 mil litros formam o lago sobre o qual eles galopam. A produção de 30 milhões de dólares ainda conta com 18 dos mais modernos projetores e uma tela três vezes maior que as dos melhores cinemas.

O espetáculo Odysseo segue em turnê para as cidades de Chicago, nos EUA, e Mississauga, Canadá. Confira o site oficial e assista aos trailers.

 

Fonte: Brasil Hipismo com info e fotos: Cavalia / divulgação

Melhor idade | Vovó de 68 anos conquistou o bicampeonato mundial de três tambores nos EUA

Mary Burger ganhou pela segunda vez o título mundial na modalidade três tambores em dezembro de 2016. Na primeira vez, em 2006, ela foi a mais velha campeã da história do Women’s Pro Rodeo Barrel Racing World Championship, com 58 anos. O feito se repetiu com o bicampeonato de Mary, do alto de seus 68 anos.

Mary Burger, a doce vovó de 68 anos de repente se transforma…

A doce senhora já chegou à final, no Thomas & Mack Center em Las Vegas, EUA, na liderança. Nas dez rodadas da competição, ela se manteve em 1º ao lado do baio Sadiesfamouslastwords, mais conhecido como “Mo”, ficando entre as primeiras 12 colocações em cada rodada. A dupla manteve essa incrível regularidade durante todo o ano, o que lhes rendeu mais de US$ 190 mil.

… na feroz competidora, bicampeã mundial nos três tambores; iimg: Blaine McCartney/Wyoming Tribune Eagle

Seu cavalo Mo, 7, está com ela desde os 2 anos de idade e se recuperou de uma lesão que o afastou das pistas por seis semanas, voltando bem a tempo das finais. “Eu agradeço a Deus, a minha família, meus patrocinadores e todos que me ajudaram a chegar até aqui”, declarou Mary ao site Horse Talk, com modéstia. “Foi um ano maravilhoso e eu não poderia sequer imaginar que tudo isso aconteceria.”

“É o que eu amo fazer. Além de trabalhar no rancho, manter tudo em ordem, esta é a minha vida. Acho que é tudo o que eu sei fazer”, conta a vovó que já está passando adiante a paixão pelos cavalos. Sua neta, Kaden, 10, já compete nos três tambores.

Apesar de treinar cavalos de três tambores a vida toda, Mary começou a competir pra valer apenas no ano em que ganhou seu primeiro título, 2006. E porque apenas em 2006? “Quando tive cavalos para competir nesse nível, eu comecei a fazer isso”, explica a senhora, com toda a simplicidade do interior.

De fala mansa e macia, a vovó do tambor se transforma em uma competidora feroz quando entra em pista, e é a prova viva de que nunca é tarde para começar ou para ser um campeão. Assista uma das pistas de Mary em Las Vegas e a entrevista com a bicampeã mundial.

 

Basil Hipismo com fonte e foto: Horse Talk

Hospede-se com classe ao lado dos cavalos, bem ao estilo português, no Alentejo

Vontade de conciliar as férias com uma programação equestre? No Monte Velho Equo Resort, na região do Alentejo, em Portugal, isso é possível, e com muita classe. O exclusivo hotel tem apenas seis suítes, em uma quinta de criação de cavalos lusitanos.

A piscina infinita é mais que convidativa

“O que começou como uma brincadeira tornou-se uma coisa profissional”, explicou ao site NiT Mariana de Lima Mayer, nora dos proprietários do espaço. Na verdade, o arquiteto e empresário Diogo de Lima Mayer, 62, abriu a coudelaria nos anos 90, para aliviar o stress após passar por problemas de saúde. Apaixonou-se pela propriedade com 250 hectares, e a coudelaria cresceu tanto que as despesas aumentaram.

A arquitetura é de inspiração escandinava

“Foi nessa altura que os meus sogros começaram a pensar seriamente em fazer disto um turismo equestre. Era uma forma de juntar o útil ao agradável.” Então, em 2014, o Monte Velho foi inaugurado.

Aulas de equitação com instrutores de Adestramento são uma especialidade

A coudelaria é um show à parte. Um picadeiro coberto e duas pistas abertas, uma com 60m x 30m, estão à disposição para aulas de equitação, não importando o nível do aluno. Além disso, trilhas em toda a propriedade levam a passeios onde é possível cavalgar por horas sem nunca passar por estradas asfaltadas. Tudo isso em meio à paisagem deslumbrante do Alentejo, dentro de uma Reserva Ecológica Nacional.

Arreios típicos portugueses servem para os passeios no exterior

As diárias variam entre 170 e 280, com café da manhã. Pacotes de uma semana, já com direito à aulas de Adestramento e passeios ficam entre 750 e 1610 euros. O Resort ainda oferece passeios a pé, de bicicleta ou barco na represa dentro da propriedade, ótima para pesca. Confira mais imagens:

Brasil Hipismo com fonte e fotos: Nit e Monte Velho Equo Resort

Programa de verão | Que tal cavalgar em uma praia deserta, de areias brancas e águas cristalinas?

Melhor pedida para o verão não há, se você já sonhou em cavalgar em uma linda praia deserta, nadando com seu cavalo em águas quentes e cristalinas. Para quem pode dar um pulo até o Caribe, mais precisamente na ilha de Anguilla, isso é possível.

O Seaside Stables, na praia de Cove Bay, oferece passeios a cavalo personalizados pela ilha paradisíaca, que tem algumas das praias mais bonitas e tranquilas do Caribe, com animais especificamente treinados, há mais de 20 anos.

A maioria dos animais são da raça Paso Fino, famosos pela andadura macia, mas o estábulo conta também com alguns ex-cavalos de corrida, um Crioulo e um Quarto de Milha. Não é necessário ter experiência anterior, pois todos os cavalos primam por seu temperamento calmo e dócil, de fácil manejo.

Os passeios devem ser previamente agendados para o horário desejado, desde o nascer até o pôr do sol, ou até mesmo em noites de lua cheia. A maior parte deles têm duração de uma hora, mas podem ser mais longos, mediante pedidos específicos. O Seaside Stables Anguilla ainda disponibiliza seus animais para ensaios fotográficos ou datas especiais como casamentos e aniversários. Nada que alguns dólares caribenhos não possam comprar.

Reservas e maiores informações sobre esse incrível passeio pelo litoral de águas azul turquesa do Caribe britânico, acesse www.seasidestablesanguilla.com .

Brasil Hipismo com fontes e fotos: embarquenaviagem.com e Seaside Stables Anguilla

Assembleia dos cavaleiros questiona mudanças nas regras dos Jogos Olímpicos e Mundiais

A Assembleia Geral Anual do Internacional Jumping Riders Clube (IJRC), organização que reúne os melhores cavaleiros de Salto do mundo, teve lugar em Genebra, Suíça, em 9/12, e questionou duramente as mudanças promovidas pela FEI no regulamento das Olimpíadas e dos Jogos Equestres Mundiais.

O IJRC foi criado em 1977, justamente a partir da ideia de cooperação entre cavaleiros, organizadores e federações, no intuito de elevar os esportes equestres. O ex-cavaleiro brasileiro Nelson Pessoa foi um dos fundadores, ao lado de nomes de peso como Raimondo D’Inzeo, Paul Schockomöhle e David Broome, entre outros.

No entanto, o assunto principal discutido durante a Assembleia Geral do Clube foi a falta de diálogo e respeito em relação aos cavaleiros por parte da Federação Equestre Internacional (FEI), representada na ocasião pela sua Secretária Geral, Sabrina Ibáñez.

Para particpar do IRJC com direito a voto, o cavaleiro precisa ter competido em Olimpíadas, Mundiais, Campeonatos Continentais, ter participado de pelo menos cinco Copas das Nações ou estar entre os 300 primeiros do ranking; img: Fabio Petroni

Abrindo o evento, o campeão olímpico de Londres 2012, Steve Guerdat, deu voz aos sentimentos dos atletas em relação a forma com que a FEI tem lidado com a opinião dos cavaleiros no que diz respeito às mudanças nos dois maiores eventos do esporte equestre. “Não podemos mais aceitar. Faz dois anos que lutamos contra essas mudanças, desde que o novo formato foi proposto. Estamos todos juntos, a grande maioria contra isso. Estamos tentando falar a respeito para que talvez possamos mudar isso, ou pelo menos abrir o debate – como deveria ser em uma democracia. Mas nunca foi dado um passo em nossa direção. Nunca nem foi considerado o que temos a dizer”, continou o suíço. “Mudanças são feitas e os cavaleiros não são consultados. Em relação aos Jogos Mundiais, ficamos sabendo pela imprensa que as regras tinham sido alteradas. Isso não é democracia, não é como nosso esporte deve ser governado.”

O IJRC encaminhou a FEI em 17/11 uma carta aberta expondo o ponto de vista dos cavaleiros e dando sugestões alternativas para as mudanças. Segundo Guerdat, a resposta do presidente da FEI, Ingmar de Vos, foi desrespeitosa e não considerou em nenhum momento o que estava proposto na carta. “Merecemos mais respeito. Acredito que não exista federação sem os cavaleiros e o que temos a dizer deve ser ouvido”, finalizou Guerdat sob fortes aplausos de seus colegas.

Os atletas também expressaram suas preocupações com o fato do novo regulamento aumentar muito o número de equipes – de 15 para 20 – dizendo ser difícil conseguir 20 equipes que tenham condições de competir em um nível tão alto, sem pôr em risco os cavalos ou cavaleiros. “Dizer que todos os times terão um nível olímpico mostra falta de conhecimento”, disse Guerdat.

Quando a Secretária Geral da FEI argumentou que as mudanças eram necessárias para seguir a Agenda 2020, principalmente no que diz respeito à universalidade, o irlandês Cian O’Connor tomou a palavra. “Vimos alguns países no Salto nas últimas Olimpíadas tendo resultados muito ruins. Isso é bom para o esporte? Com essas alterações você vai trazer pessoas para o esporte que: a) não tem condições de saltar o percurso ou b) o armador vai ter que baixar o nível.”

O canadense Eric Lamaze – campeão olímpico em Pequim 2008 – também expressou preocupação sobre como o novo formato trará para as Olimpíadas pequenos países com cavaleiros pouco experientes. “Saltar é perigoso. Alguns cavaleiros vão tentar fazer uma coisa para a qual não estão preparados”, disse.

“Isso não faz nosso esporte aparecer bem na TV. Ridiculariza o esporte completamente”, comentou Lamaze quando Ibáñez argumentou que a questão das equipes com apenas três membros é a única maneira de admitir novos países nos esportes equestres, que esses países atrairiam novos telespectadores e que o Comitê Olímpico Internacional precisa do dinheiro das redes de TV para subsistir. “Concordo que novos países tenham o sonho de competir nas Olimpíadas, mas existe uma série de passos a serem cumpridos antes disso”, continuou Lamaze. “O novo formato não faz sentido, vai matar nosso esporte. A chance de descartar um resultado é o que deixa a competição por equipes mais emocionante.”

A amazona Meredith Michels-Beerbaum foi ainda mais longe. “São os Jogos Olímpicos, não caridade. Deveria ser o ponto mais alto do nosso esporte.” A renomada atleta de Adestramento, Isabell Werth, também foi convidada à Assembleia para, junto com a amazona Monica Theoderescu, apresentar a perspectiva dos atletas da modalidade, que também foi afetada pelas alterações. “Quem quer assistir 25 conjuntos marcando 66%? As pessoas que entendem do esportes vão pensar “Porque eles estão nas Olimpíadas?”, disse Theoderescu.

Por outro lado, os cavaleiros apontaram o fato de se sentirem excluídos também por suas Federações Nacionais. “O que as Federações estão fazendo não reflete a opinião dos seus cavaleiros”, disse a Diretora do IRJC, Eleonora Ottaviani. Esportistas dos Estados Unidos, Canadá, Irlanda, entre outros, se mostraram muito descontentes por suas Federações terem votado em oposição as suas opiniões, expressas em reuniões e documentos.

O sistema de votação da Assembleia Geral da FEI também foi muito criticado. Todas as 134 nações votam com peso igual, independentemente de sua representação no esporte. “134 nações votaram”, explicou Guerdat. “60 delas não organizam nenhum tipo de evento equestre, 17 não têm cavaleiros e 24 sequer têm cavalos registrados.” Por outro lado, países com grande tradição equestre como Alemanha, França e Holanda – que têm 13.141 cavaleiros competindo em alto nível com um total impressionante de 2.180.000 membros federados, não esquecendo os 21.270 animais registrados – contam com o mesmo peso de voto que países sem nenhum atleta ou cavalo registrado, quanto mais competindo em alta performance.

Em relação a isso, Ottaviani peguntou porque Federações Nacionais sem participação nos esportes equestres têm direito a voto, argumentando que outros esportes não aceitariam países em sua Federação Internacional sem um mínimo de participação efetiva. “No mês passado em Tóquio (durante a Assembleia da FEI), tive várias reuniões com Federações com pouca experiência. E percebi que a vida de jovens cavaleiros e suas famílias está nas mãos de pessoas que não possuem conhecimento dos cavalos”, argumentou.

A Secretaria Geral da FEI, ao final, respondeu com promessas de melhorar o processo de governo e integração dos cavaleiros nas decisões daqui para frente. Ela convidou o Clube a formar uma delegação para discutir que melhorias podem ser feitas de agora em diante para maior envolvimento dos atletas. No entanto, seu discurso não chegou a impressionar os atletas.

No que se refere a forma como os cavaleiros vão lidar com a difícil situação agora, o francês Kevin Staut encorajou todos a participarem ativamente de modo a tentar reverter as decisões tomadas pela FEI, expressando sua posição através da imprensa e das mídias sociais. “Espero que nossa opinião seja comunicada e ouvida”, finalizou.

Brasil Hipismo com as fontes World of Showjumping e IRJC

Divulgado calendário de Salto atualizado da CBH | Fique por dentro das novidades para 2017

O ano começa cedo em 2017 no que se refere à temporada hípica. Aprovado em Assembleia Geral em 30/11, o calendário de Salto da Confederação Brasileira de Hipismo para o próximo ano já tem Concursos Nacionais a partir da segunda semana de fevereiro.

A temporada começa oficialmente com a 1ª etapa do Torneio de Verão no Clube Hípico de Santo Amaro, na capital paulista, entre 9 e 12 de fevereiro. O tradicional evento volta a ter duas semanas de provas, sendo a 2ª etapa realizada entre 16 e 19/2.

Cesar Almeida com Baloujana B Império Egípcio, vencedores do GP do Torneio de Verão 2016; img: Luis Ruas

O SHP Open, que abriu a temporada em 2016 na Sociedade Hípica Paulista, acontece na segunda semana após o Carnaval, de 9 a 12/3. O mês de março traz ainda a 1ª etapa do Circuito Norte/Nordeste, na Bahia, de 16 a 19/3, e o Summer Tour em Curitiba, Paraná, que em 2017 passa a ter apenas uma etapa, entre 23 e 26/3.

Com abril tomado por dois feriados em sequência – Semana Santa (14 a 16) e Tiradentes (21/4) – o final do mês ainda tem espaço para duas etapas das Seletivas para o Campeonato Sul Americano, simultaneamente em Pernambuco e no Rio de Janeiro, de 10 a 23, e para o Concurso Nacional de Maio, mais uma vez em Santo Amaro, entre 28/4 e 1/5.

A maior novidade para o primeiro semestre, é a volta do Internacional de Porto Alegre The Best Jump, à sua data tradicional, 4 a 7/5, logo após o feriado do Dia do Trabalho. Na sequência, entre 11 a 14/5, a comunidade hípica continua as disputas no sul do país, no Concurso Internacional Cidade de Curitiba.

Confira o calendário completo aqui.