15.05.13

Vídeo documentário belga mostra a crueldade do abate de cavalos no Brasil

As imagens são chocantes. O vídeo documentário Gaia aborda da importação de carne pela Bélgica, responsável pela importação de 70% da “carne” dos cavalos abatidos no México e no Brasil. As cenas no Brasil – com pessoas falando em português – mostram as inaceitáveis condições de tratamento e transporte do cavalos, além do revoltante e cruel procedimento nos matadouros. Sem mencionar o deplorável estado geral dos animais abatidos.

O consumo de carne de cavalo é legal. E as condições de abate são legais também? Não. Se você tiver coragem assista ao vídeo (não recomendamos).

 

Saiba mais sobre Produção de carne de cavalos no Brasil – fonte: Revista Global Rural

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) fiscaliza os alimentos que contenham carne de estabelecimentos inscritos no Serviço de Inspeção Federal (SIF). O trabalho é feito dentro das unidades de abate frigoríficas, com rastreabilidade dos produtos de origem animal congelados, de circulação nacional ou para exportação.

No Brasil, a produção e comercialização da carne de equídeos não é proibida, mas a lei é clara quanto à indicação na embalagem sobre alimentos que contenham o produto. O decreto 30691, que aprova o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal – RIISPOA, estabelece no artigo 202: Art. 202 – “A carne de equídeos e produtos com ela elaborada, parcial ou totalmente, exigem declaração nos rótulos: ‘Carne de equídeo, ou preparado com Carne de Equídeos ou contém Carne de Equídeos.’”

Oficilmente, segundo o Mapa, há registros no SIF de quatro estabelecimentos de abate de equídeos, porém atualmente somente dois estão em funcionamento. Hoje, cerca 2.375.961 quilos da carne são produzidos são produzidas anualmente, mas esta produção já foi de 13.101,952 quilos em 2007. O volume segue para a Europa, África e Ásia.

Em 6/3, o frigorífico Prosperidad S.A., do Uruguai, anunciou que no máximo até junho vai reabrir sua unidade localizada em Araguari, no Triângulo Mineiro. No local, deve ser feito o abate de até mil cavalos por dia, sendo toda a produção destinada a países europeus, principalmente Bélgica e Holanda, além de África do Sul e Japão. A fábrica tinha sido fechada em setembro do ano passado após focos da doença de mormo serem detectados no Parque de Exposições de Araguari, a apenas quatro quilômetros do frigorífico. Uma norma da União Europeia não permite focos da doença a menos de 10 quilômetros do local do abate. A empresa resolveu, então, encerrar as operações, mas agora, com a situação controlada, a unidade será reaberta.

Fundado há 52 anos, o frigorífico tem sede brasileira em São Paulo, onde ocupa uma área de 78 mil metros quadrados. Ele já vinha processando em média 680 toneladas de carne de cavalo antes de fechar. Reabre no momento em que o mercado ainda avalia o impacto do escândalo na Europa envolvendo o uso de carne de cavalo no lugar da de gado em alimentos processados. Em Araguari isso parece não preocupar, pois representantes do frigorífico demonstraram otimismo e até sinalizaram a possibilidade de contratação de 300 funcionários.

 

Leia a íntegra da matéria do Global Rural – publicada em 11/3.

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