Lucio Osório com o BH Txai R vence 2º GP da temporada no Ranking de Salto SHP

Na tarde desse sábado, 27/5, foram 23 conjuntos os conjuntos que largaram no GP, a 1.40 metro, na 6ª Etapa do Ranking de Salto Sociedade Hípica Paulista. Ao todo, nove habilitaram-se ao desempate idealizado pelo experiente course-designer Gabriel Malfatti com premiação de R$ 40 mil. Lucio Osório com Txai R, um BH filho de Roebel Z em Turandot em plena forma aos 16 anos e de propriedade e criação de Romeu Ferreira Leite Jr, venceu o GP com percurso limpo em 38s39. A mesma dupla também faturou o GP da 4ª Etapa em 23/4.

Lucio Osório com Txai R, BH fillho de Roebel em plena forma aos 16 anos

Sagrou-se vice campeão Bartholomeu Bueno de Miranda, o Totty, com Equus Group Fandango M, um BH filho de Emilion em Corinna M de 8 anos de propriedade de Caio Costa, percurso limpo, 39s55. Totty também garantiu o 3º posto com Equus Group Zippo, pista limpa, 39s27.Aparecem da 4ª à 6ª colocação Francisco Musa com Enjoy da Cabana, sem faltas, 46s84, André Miranda montando Desteny e Ana Samaia com Escadron, ambos com um derrube, em 39s52 e 39s63.

Totty com Fandango M: vice-campeão

Lucio, mineiro de 25 anos radicado em São Paulo, estava satisfeito. “Monto o Txai R há cerca de um ano. Ele é um cavalo experiente e especialista nos GPs, a 1.40 metro. O desempate ficou bom pra ele com curvas favoráveis a seu desempenho. Agora semana que vem na Copa São Paulo, ainda vamos escolher se vamos disputar a série de 1.40 ou 1.50 metro.”

A 6ª Etapa do Ranking SHP segue nesse domingo, 28/5, com mais cinco provas e destaque para o mini GP, a 1.35 metro, com início previsto para as 14h30. Já partir de quarta-feira, 31/5, até domingo, 4/4, a casa recebeu o 46º Concurso de Salto Nacional Copa São Paulo com participação de mais 500 conjuntos de todo o Brasil.

Para assistir a 6ª Etapa do Ranking SHP ao Vivo e conferir Ordens de Entrada e Resultados – clique aqui.

Fonte: SHP com fotos: Luis Ruas

“Cavalo não é máquina, mas parceiro e o trabalho adequado faz a diferença” , Sebastian Rohde

A importância da formação de um cavalo novo se reflete no futuro do esporte. Levar um cavalo ao mais alto nível de competição não é tarefa fácil: requer conhecimento técnico, paciência e horsemanship no sentido mais amplo da palavra: começando pelo respeito ao animal, treinamento adequado com planejamento para não atropelar nenhuma fase, chegar à altura de 1.40 metro por volta dos 7/8 anos e seguir carreira a 1.50 / 1.60 metro até depois dos 15 anos.

Hoje a criação do Cavalo Brasileiro de Hipismo (BH) está a altura dos melhores linhagens mundiais. “Fato é que no Brasil são criados cavalos extraordinariamente bons e na
realidade esse mesmo cavalo é igual às melhores linhagens europeias A única questão é formação e essa é a diferença”, discorre o alemão Sebastian Rohde, treinador especializado em cavalos novos, que tem vindo com regularidade ao Brasil desde 2009.

Flash durante a clínica do treinador Sebastian Rohde (terceiro da direita para esquerda) com Tony Fortino e Carolina Mendonça, à sua direito, Beate Susemihl,que atuou na tradução, Geraldo Lamounier e Antonio Celso Fortino, conselheiro da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Hipismo, um dos idealizadores da Clínica

Rohde, que trabalhou por muitos anos na Associação do Holsteiner, depois com o
criador Wolfgang Brinckmann, proprietário da Pikeur / Eskadron, atualmente está à frente Associação Internacional do Cavalo Oldenburger para os mercados dos EUA e América
do Sul. O conceito liberal da Associação Oldenburger de Esporte Internacional também vai de encontro à criação do cavalo Brasileiro de Hipismo, sem “bairrismo” para efetuar os registros das mais diversas e melhores linhagens warmblood a nível mundial.

O Brasil Hipismo conversou com Rohde, após mais uma bem sucedida clínica no início de fevereiro no Clube Hípico de Santo Amaro. Confira!

O alemão Sebastian Rohde à direita ao final da Clinica em Santo Amaro com Antonio Fortino e Rafael Christianini

BH. Quantas vezes você já veio para o Brasil e quais suas principais atividades?

Sebastian Rohde. Estive pela primeira vez no Brasil em 2009. Depois passamos a organizar clínicas com o Antonio Fortino e Paulo Foroni, primeiramente, duas a três
vezes por ano, depois quase cinco vezes por ano, acho que já sou meio brasileiro.

Depois que deixei a Associação do Holsteiner, após um pequeno hiato, voltei a montar mais e mediante a agenda não vinha tanto ao Brasil. Durante dois anos trabalhei os
cavalos novos para Wolfgang Brinckmann, proprietário da Pikeur /Eskadron. Agora estou trabalhando na Associação do Oldenburger e sou e sou responsável pelo mercado nos
EUA e América do Sul. O motivo é que a Associação Internacional do Oldenburgo tem 700 membros nos EUA e lá a cada ano nascem 300 potros registrados por nós. Então como já tenho contato na América do Sul com o Brasil, também voltei a vir pra cá.

BH. Mediante a globalização da inseminação artificial, a diferença entre os cavalos de linhagens warmblood está cada vez mais tênue. Pode apontar algum diferencial do Oldenburgo? 

Rohde. Cada vez as linhagens estão mais misturadas e há menos diferenças. A principal diferença é que o cavalo oldenburgo em sua origem – que existe até hoje – é um
warmblood de estatura bastante pesada e não é adequada ao esporte. Era usado na agricultura e é criado até hoje. Mas não tem mais nada com a atual Associação do
Oldenburger de Cavalos de Salto Internacional, fundada em 2001.

Oldenburger do jeito que está hoje é uma associação relativamente jovem e sempre esteve aberta a outras linhas com hannoveranos e holsteiners entre outras. A ideia é
criar um cavalo de esporte , o que basicamente é a diferença. Por exemplo a Associação do Holsteiner é bastante restritiva, por isso, muitos cavalos bons embora tenham
linhagem Holsteiner estão registrados no Oldenburgo, que é uma mistura.

Uma coisa interessante é que dos 21 mil potros warmblood que nasceram na Alemanha em 2016, o mesmo número que há 40 anos, o percentual do Oldenburger quadruplicou, enquanto outros studbooks diminuíram os registros ou desapareceram. Somos uma Associação flexível, demos chances a muitos garanhões. O presidente da Associação do Oldenburger nos EUA é Paul Schockemöhle, cavaleiro alemão e maior criador do mundo, que produz mais de 1000 potros ao ano em seu Haras Lewitz.

BH. Quais os principais destaques da raça Oldenburg no cenário internacional?

Rohde. Weihegold (Don Schufro em Sandro Hit), campeão olímpico por equipes e prata individual de Adestramento com Isabell Werth na Rio 2016, e que recentemente estabeleceu dois recordes em GPs World Cup com aproveitamento acima de 90%. Na modalidade salto são muitos os expoentes como Toulago, montaria do suíço Pius Schwizer, Couleur Rubin, na sela de Ludger Beerbaum, Sandro Boy, vencedor da Copa do Mundo com Marcus Ehning, entre outros.

/ Isabell Werth com Weissgold, um oldenburger top mundial , em ação na Rio 2016 ; img: FEI

BH. Como você avaliou o curso agora em fevereiro no Clube Hípico de Santo Amaro? Em linhas gerais no que se base o treinamento de um cavalo novo para a modalidade salto?

Rohde. Acho que a técnica de montaria está indo pro caminho certo, mesmo que aos poucos. Já verificamos uma outra ideia no que se refere montaria e formação de cavalos
novos. O negócio não é somente saltar alto e largo, mas ter controle sobre o cavalo e a partir daí estar melhor preparado para competir em nível mais alto . A ideia do
programa é que os cavaleiros tenham uma formação para trabalhar os cavalos novos de modo correto e melhor para que com isso o Cavalo Brasileiro de Hipismo também possa
ser melhor vendido.

O cavaleiro Tony Fortino participante regular das clínicas com Sebastian Rohde, em salto perfeito com Daquiri For, de 7 anos

Acho que esse também é um diferencial na Alemanha, onde tem muita criação, mas também se investe na formação dos cavalos. O comércio prospera porque os cavalos são bem trabalhados e podem ser montados por pessoas diferentes. Não basta criar bem é preciso formar os cavalos.

Tivemos vários tipos de cavaleiros na clínica, o que a torna bastante interessante, porque nenhum grupo é igual ao outro. Eu realmente gosto do que faço. Não olho  relógio. É preciso de alguma forma oferecer uma solução aos cavaleiros.

BH. Os mesmos exercícios básicos se aplicam a todos os níveis?

Rohde. Sempre há vários aspectos. A quem quero treinar, o cavaleiro ou cavalo, ou mesmo ambos? Um percurso é feito de diferentes distâncias, mais largas , mais
curtas, e mesmo quando o salto é isolado, nem sempre se acerta a distância ideal e preciso se preparar para o próximo obstáculo..

Não é adequado para o cavalo fazer um percurso todos os dias. Por isso, os exercícios com varas no chão e saltos baixinhos eu preservo o cavalo e assim treinamos a comunicação e a sintonia do olho do cavaleiro em parceria com o cavalo. Há muita coisa a se aprender e não é possível fazê-lo saltando somente percursos. Também não posso, por exemplo, enviar um cavalo novo para escola e dizer agora vamos escrever um ditado ! É preciso fazer uma coisa após a outra, passo a passo. Quando então um cavalo, aos
8 anos, está pronto para saltar a 1.50 metro em algum momento ele também tinha quatro anos e precisou ser formado. E, dessa forma, passo a passo, simplesmente
preparando o cavalo gradativamente para tarefas mais difíceis.

Claro que só se aprende a saltar saltando. Mas antes disso é preciso ter o cavalo sob controle, senão o resto não faz sentido. Eu posso fazer adestramento sem saltar,
mas não posso saltar sem fazer adestramento.

De modo geral quando vejo o hipismo no Brasil, noto que as pessoas gostam mesmo de saltar e não trabalhar. Então  muitos cavalos não vão ultrapassar a barreira da altura de 1.40 metro, sempre pode ter cavalo com mais potencial, isso é algo que a gente vem conversando há muito tempo.

Temos falado sobre cavalos de 5 anos realizarem disputas ao cronômetro no Campeonato Brasileiro. Isso é algo que a gente não conhece e realmente considero besteira. Em geral na Europa, cavalos de 6 anos já fazem disputa ao cronometro. Mas na Alemanha – o cavalo para disputar o Campeonato Alemão precisa vencer somente uma
qualificativa durante o ano. A gente preserva nossos cavalos muito mais, prova para cavalos novos 5 anos só tem uma por final de semana e já na altura de 1.20 / 130
metro não mais que isso. Eles podem concorrer em duas provas, mas em um único dia..

BH. Em linhas gerais, quais as dicas que você pode dar aos cavaleiros e criadores no Brasil?

Rohde. São muitos aspectos diferentes que tornam o Brasil extraordinariamente interessante. Fato é que aqui são criados cavalos muito bons e na realidade esse mesmo
cavalo é igual a linhagens europeias. A única questão é formação e essa é diferença. Na Alemanha, como falei, nosso maior negócio é formar cavalos novos. E quando a
gente fala em esporte ele começa a 1.40 metro, o que vem antes é somente formação.

Por isso, temos centenas de cavalos saltando 1.40 metro e não é nada demais.
Para esporte top é preciso cavalos que saltem 1.50 e 1.60 metro. E o cavaleiro brasileiro em si é extremamente veloz, mas às vezes é necessário não colocar o cavalo
novo na correria para depois aos 8 / 9 anos, ter um cavalo bom na cocheira.

Acho que um profissional também necessita de treinador. Em todos os concursos internacionais, a maioria dos cavaleiros têm seu treinador e trabalham em conjunto. Não é
possível ser diferente.

Na Alemanha muitos profissionais se especializaram em adestramento para cavalos de salto. Talvez eles mesmo não tenham condições de saltar um GP, mas sabem
trabalhar a base do cavalo de adestramento do cavalo para tanto. Um cavalo de GP necessita de movimento, sair da cocheira até 3 vezes por dia. Montar só uma vez por
dia não dá certo, o cavalo pode também ir ao padoque, piquete, andador. Cavalo não é máquina, mas parceiro e o trabalho adequado e detalhes fazem a diferença.

Tony Fortino, cavaleiro que também está investindo na formação de cavalos novos, com Zirocco de 7 anos

Interessante é que não há um caminho que esteja sempre certo. Acho que um problema na Alemanha é que formamos bem nossos cavalos, mas quando eles têm 7/8 anos, também precisam de mais tempo para ficarem mais rápidos e competitivos e isso também requer formação.

Não há um só caminho certo, mas é preciso seguir uma ideia que funciona. Respeito é fundamental. De uma forma ou de outro, o cavalo é um investimento: em algum momento
será vendido ou precisa ser vendido. Nesse sentido a gente corta a própria carne quando não cuidamos adequadamente da formação do nosso cavalo. Ele é o atleta, e se
não for cuidado será perdido e com prejuízo financeiro.

Amadores e profissionais precisam investir nesse parceiro. Se quero mudar alguma coisa aqui no Brasil, não basta conversar com o cavaleiro, mas também com os proprietários, criadores, treinadores e dirigentes que fazem as regras. Todos precisam conversar, entender as necessidades e compromissos de mudanças.

 

Fonte: Brasil Hipismo ; fotos: João Markun, FEI e arquivo pessoal

Stephan Barcha comemora boa forma de Landpeter do Feroleto de olho nos Jogos Rio 2016

Fim de temporada e saldo positivo para o top brasileiro Stephan Barcha, 26, no Internacional 2* e 3* Vilamoura Champions Tour em Portugal. O cavaleiro garantiu três vitórias entre outras classificações entre os top 3. Mas foi o resultado no GP Final que deixou Stephan mais contente, pois garantiu o percurso mais rápido no desempate com Land Peter Feroleto, cavaleiro de criação nacional, e aposta do cavaleiro em busca de uma vaga no Time Brasil nos Jogos Rio 2016.

Stephan e Landpeter do Feroleto, ilustre filho de Landritter de 11 anos

Stephan e Landpeter do Feroleto, de 13 anos, ilustre filho de Landritter, mais premiado garanhão no studbook do Brasileiro de Hipismo; img: Ricardo Reves

“Batemos na trave. Fizemos o tempo suficientemente rápido para o primeiro lugar, mas no risco de uma curva muito apertadada para um oxer demos um toque. Mas estou com satisfeito com evolução técnica e físia do Land Peter, sem dúvida foi o melhor resultado dele, mesmo tendo vencido o GP, em 6/3”, destaca Stephan.

Stephan e Landpeter do Feroleto: conjunto em ascensão; img: Ricardo Reves

Stephan e Landpeter do Feroleto: conjunto em ascensão; img: Ricardo Reves

“Estamos muito confiantes para o próximo Concurso em Maubage na França, que serve como preparação para o CSIO5* de La Baule.”

Stephan e Landpeter em sintonia

Stephan e Landpeter em sintonia

A vitória no GP que encerrou o badalado Vilamoura Atlantic Tour no domingo, 3/4, foi do dinamarques Martin Dinesen Neergard montando Woulon L, sem faltas, em 47s31. Stephan e Landpeter do Feroleto cruzaram linha de chegada com um derrube em 46s57, na 7ª colocação.

Resultado completo

 

Show dos cavalos BH no Brasileiro de Novos

Foi boa a participação no Campeonato Brasileiro de Cavalos Novos e 10ª Etapa do Ranking CBH de Cavalos Novos no Haras Agromen, em Orlandia (SP), entre 14 e 18/10. Ao todo chegaram à Final da 3ª e decisiva prova 177 conjuntos (cavalo x cavaleiro) distribuídos nas séries Cavalos Novos 4, 5, 6, 7 e 8 anos. Em todas as séries, os três primeiros colocados terminaram a disputa sem cometer faltas mostrando ótimo nível técnico e a contínua evolução do Cavalo Brasileiro de Hipismo (BH), que esse ano entre cavalos importados foi maioria em todas as categorias.

Na série Cavalos Novos 8 anos, Andrea Guzzo Muniz Ferreira levou sua Maloubet Xangô (Baloubet du Rouet x Jungh. N. Gekoert), conjunto campeão paulista senior top 2015 e que vem de boas conquistas no circuito nacional, à vitória. Na série Cavalos Novos 7 anos, o conjunto campeão foi Matheus Ferreira Gomes Correa montando HSL Arisma (Orame x Chin Chin).

Andrea e sua Maloubet Xangô, uma filha de Baloubet du Rouet, em clique de arquivo no Paulista de Seniores Top 2015; img; Luis Ruas

Andrea e sua Maloubet Xangô, uma filha de Baloubet du Rouet, em clique de arquivo no Paulista de Seniores Top 2015; img; Luis Ruas

Entre os Cavalos Novos 6 anos, vitória para Marcelo Castello Branco de Oliveira apresentando Dona Bella RCLI (Kannan x Heartbreaker). Já na categoria Cavalos Novos 5 anos, Andrea Guzzo Muniz Ferreira levou Phin Darc Xangô (Douglas x Chin Chin) ao top do pódio. E, finalmente, na categoria Cavalos Novos 4 anos,o conjunto campeão foi Rodrigo Chaves Nunes montando Calvano C JMen (Carbacan JMen x Acorado).

 

Final 4 anos – 1.05 metro – 45 conjuntos

Campeão Rodrigo Chaves Nunes / Calvano C JMen (Carbacan JMen x Acorado) – FPH – 0 pp
Vice Pedro Paulo Onety Cordeiro / La Noblesse JMen II 0 (Landario Jmen x Quinar Z) – FAH – 0 pp
3º José Roberto Reynoso Fernandez Filho / Cornet Son JMen (Cornet Obolensky x Paladinho JMen – FPH – 0 pp

 

Final 5 anos – 1.15 metro – 59 conjuntos

Campeã Andrea Guzzo Muniz Ferreira / Phin Darc Xangô (Douglas x Chin Chin) – FPH – 0 pp
Vice Renato Rodrigues dos Santos / Carpegiana JMen II 0 (Clavigio JMen x Calisco JMen) – FPH – 0 pp
3º Luis Antonio Piva Filho / Etna RCLI – (Verdi x Larino) – pp

 

Final 6 anos – 1.25 metro – 39 conjuntos

Campeão Marcelo Castello Branco de Oliveira / Dona Bella RCLI (Kannan x Heartbreaker) – FEERJ – 0 pp
Vice Matheus Ferreira Gomes Correa / HSL Brandy (Wittinger VDL x Chin Chin) – FPH – 0 pp
3º José Roberto Reynoso Fernandez Filho / Cascola (Cassini II x Contender) – FPH – 0 pp

 

Final 7 anos – 1.35 metro – 18 conjuntos

Campeão Matheus Ferreira Gomes Correa / HSL Arisma (Orame x Chin Chin) – FPH – 0 pp
Vice Roberto Cesar Algarte Pires / Lucrecia do Triunfo ( BH não consta filiação) – FPH – 0 Pp
3º Eric Zorzetto / LMZ Iguatemi (JMen Goldfinger x Furioso III) – FPH – 0 pp

 

Final 8 anos – 1.40 metro – 7 conjuntos

Campeã Andrea Guzzo Muniz Ferreira / Maloubet Xangô (Baloubet du Rouet x Jungh. N. Gekoert) – FPH – 0 pp
Vice Antonio Fortino Neto / Cionne Cooper (Ol Metta x Padinus) – FPH – 0 pp
3º Guilherme Dutra Foroni / SL Implacável (Vindoctro x Silvestre) – FPH – 0 pp

 

Resultado completo 

 

Fonte: Brasil Hipismo – foto: Luis Ruas / arquivo

Conheça a “família” do potro BH com registro de nº 20 mil na ABCCH

Após 35 anos de existência e uma constante evolução na qualidade do plantel da raça Brasileiro de Hipismo, a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo de Hipismo (ABCCH) registrou, em 2012, o potro número 20.000.

O contemplado foi o macho castanho Yandro-Boy do Feroleto, nascido em outubro de 2011, de criação e propriedade do Haras Feroleto, em Pirassununga, de Benedito Nicotero, sua filha Bia, expert em criação, e família.

Yandro-Boy do Feroleto é um filho do renomado garanhão Sandro Boy em égua filha de Landritter x Jus de Pomme.

O garanhão Sandro Boy, montaria do alemão Marcus Ehning em inúmeras conquistas internacionais

Vale lembrar que o garanhão Landritter, falecido em 2008, avô materno de Yandro Boy, é o mais premiado reprodutor do país em número de filhos e respectivo desempenho nas pistas.

Artemus de Almeida com seu Corcel Landritter do Feroleto, um dos ilustres filhos do garanhão Landritter, no Oi Brasil Horse Show Tour 2012; foto: Beatriz Cunha

 

Landritter, mais premiado garanhão do studbook brasileiro. Foi um holsteiner puro, aprovado garanhão no rigoroso sistema alemão, que posteriormente por uma ironia do destino veio ao Brasil. É filho direto do ilustre Landgraf I, pai de inúmeros garanhões e chefe de linhagem consagradíssimo. Sua mãe é filha direta de Calypso I, e portanto apresenta outro “monstro” da criação alemã, Cor de La Bryere. Sua linhagem materna é a 3317 (holsteiner stamm line). Landritter carrega o nome de seu bisavô, Ritter. Ritter é da linhagem de Ramzes X, a mesma de Ramiro.

 

Outras curiosidades:

BH registrado sob o número 00001: DINAMO – Nascido em 1975
BH registrado sob o número 10.000: VIZYR ITAPUÃ – Nascido em 1995.

 

BH com :MSN Sporthorses B&M – Assessoria de Comunicação da ABCCH e infos Bia Nicotero

Paulo Foroni, presidente da ABCCH, comenta o status e potencial da criação nacional

Em entrevista ao portal da Confederação Brasileira de Hipismo, o cavaleiro e empresário Paulo Foroni, atual presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Hipismo (ABCCH), abordou a qualidade da criação nacional e o projeto de fomento ao trabalho de base de adestramento do cavalo de salto, uma parceria entre as entidades.

Paulo Foroni, titular do Haras Agromen em parceria com seu pai Vitor, é o presidente da ABCCH no biênio 2012/2013; foto arquivo: Quinta da Baroneza

Confira a seguir, alguns trechos da entrevista selecionados pelo Brasil Hipismo.

A criação nacional vem crescendo cada vez mais. Atualmente quantos potros são registrados na ABCCH por ano e quantos cavalos BH estão em atividade no país?

Paulo Foroni. Temos registrado uma média de 800 a 1000 potros por ano. Estamos fazendo um levantamento de quantos cavalos BH estão no esporte.

Francisco Musa com o Brasileiro de Hipismo Xindoctro Método: conjunto campeão brasileiro 2012 e líder do ranking senior ; foto: Beatriz Cunha

Em 2011, a ABCCH implantou o programa “matrizes de ouro” que veio para auxiliar a todos os criadores, mas principalmente também quem está começando a produzir cavalos de esporte. Para você qual a importância do programa?

Foroni. Este programa talvez seja um dos programas mais importantes que ABCCH já fez. Todos sabem que a genética não é uma matemática exata mais segue alguns princípios e um deles é que a égua é tão ou mais importante que o garanhão na qualidade do potro. O programa tem como objetivo identificar as matrizes e linhagens maternas que se destacam no criatório por sua progenie e com isto fornecer aos criadores, principalmente aos novos, estas informações afim de que invistam em linhagens maternas comprovadamente importantes.

Antonio Celso Fortino com seu sucessor na presidência da ABCCH Paulo Foroni ; foto: CM

Você acredita que o cavalo Brasileiro de Hipismo possa vir a ser uma alternativa para concorrer com a criação na Europa, por exemplo, atraindo compradores dos EUA e outras partes do mundo?

Foroni. Quando se tem qualidade você é sempre uma alternativa. Hoje apesar de criar em um escala muito menor que a Europa já tivemos resultados muito expressivos a nível mundial como por exemplo as duas medalhas olímpicas por equipes formadas basicamente por cavalos BH (Brasileiro de Hipismo). O que precisamos é fortalecer a imagem do BH no exterior e fazer com que eles possam conhecer nossa qualidade.

Nada melhor que produto nacional em pistas internacionais para fazer o “comercial” do cavalo BH e o Haras Método, de propriedade de sua família, está entre os criatórios mais bem sucedidos. Por favor destaque alguns cavalos do Haras Método vendidos para o exterior.

Foroni. Opium Método (finalista na Copa do Mundo em Milão), Oliver Método (medalha de bronze por equipe no pan-americano de Santo Domingo, Le Grannus Método, Nelson Método, Roma Método, Quapillon Método (eleito o melhor cavalo de GP na Argentina em 2007), Pia Método (égua que serviu como reprodutora em um dos mais importantes criatórios do mundo, o Zangersheid), Oscar Método.

Doda Miranda com Oliver Método: conjunto medalha de bronze no Pan-americano de Santo Domingo 2003; foto: arquivo CBH

A seu ver, o que ainda pode ser feito para divulgar mais a criação nacional?

Foroni. Temos que exaltar mais os resultados conquistados pelos cavalos BH. Nós temos resultados mas divulgamos pouco. É preciso trabalhar melhor com os canais de comunicação e fazer estes resultados chegarem onde nos interessa.

Em 2012, primeira vez, a ABCCH em parceira com a CBH investe em uma sequencia de cursos para formação de cavalos com o renomado treinador alemão Sebastian Rohde, que atuou por mais de 10 anos na renomada escola Holsteiner, na Alemanha. São seis clínicas ao todo. Como presidente da ABCCH como você vê isso?

Paulo Foroni. Esta é uma situação que já deveria ter ocorrido há muito tempo. Hoje, em países que são grandes potencias no hipismo Associações de criadores e Confederação trabalham em sintonia. As Associações (Criatórios) fornecem a matéria prima (cavalos) para o esporte e as confederações sabem que um esporte de um alto nível depende de cavalos de alto nível.

Sebastian Rhode, 3º à esquerda, com parte do grupo de cavaleiros participantes do curso para formação de cavalos novos no Paraná

Por outro lado as Associações sabem que o futuro de seu mercado está no esporte e para isto precisam que cresça e abra novas fronteiras. Por estas razões é muito importante que a Confederação e a Associação trabalhem juntos pois dependem uma da outra. Fazer esta parceria para clínicas de formação de cavalos novos, com certeza, renderá frutos para ambas e deve abrir portas para novos projetos.

Luiz Roberto Giugni, presidente da CBH, em bate papo com Luiz Rocco, secretario geral da CBH, e os criadores Sergino Ribeiro de Mendonça, titular do Haras Agromen, e Paulo Foroni, titular do Haras Método; foto: CM

Em linhas gerais, quais os pontos principais do trabalho que Sebastian tem apontado?

Foroni. A principal ênfase é o adestramento de salto, trabalhando muito os exercícios sobre varas no chão e pequenos obstáculos (80 cm) exigindo sempre dos conjuntos a máxima perfeição. Ele só da continuidade nos exercícios para um conjunto quando este executa o exercício anterior como ele determina.

Eu tenho dito que ele é a pessoa certa no lugar certo e na hora certa. O Sebastian além de ter o conhecimento de como trabalhar um cavalo novo também sabe como passar estas informações para os cavaleiros. Todos que participaram das clínicas puderam observar a grande paciência e vontade dele em tentar passar as informações e se fazer entender.

Sucesso tem marcado as clínicas de Sebastian Rohde no Brasil; foto: ABCCH

Vamos ter clínicas no Haras Agromen, Juiz de Fora e em Belo Horizonte em outubro. Temos também já programada uma clínica no começo de dezembro em São Paulo. O projeto para as clinicas em 2013 já está pronto e só depende da confirmação das datas e locais. Para maiores informações é só entrar em contato com a ABCCH.

A edição 2012 do Festival BH no Clube Hípico de Santo Amaro foi um grande sucesso. Quais os principais pontos positivos do evento e o que pode ser melhorarado nas próximas edições?

Foroni. O grande ponto positivo deste modelo de festival é reunir em um mesmo espaço criadores, cavaleiros e proprietários. A ideia é fazer com que eles se relacionem, já que o criador precisa do cavaleiro para introduzir o seu cavalo no esporte e o cavaleiro precisa do cavalo do criador pois é sua ferramenta de trabalho e, por sua vez, ambos precisam do proprietário que é quem investe no esporte. Sempre temos o que melhorar. Já estamos trabalhando para o próximo festival, principalmente, com a ênfase de reunir um número maior de criadores, cavaleiros e proprietários.

Brasileiro de Hipismo Xindoctro Método com seu cavaleiro Musa, seu tratador e Antonio Fortino, representando a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Hipismo, na conquista do GP do Festival BH 2012; foto: Duílio / Tupa Vídeo

Por favor deixe uma mensagem para os criadores brasileiros.

Foroni. Gostaria de parabenizá-los pelo belo trabalho que fizeram até agora e que continuem acreditando e investindo na raça, pois usando um jargão bem popular: a “união faz a força” e o BH precisa de união.

 

Fonte: CBH – edição Brasil Hipismo

Musa e Xindoctro são bi no GP da Copa São Paulo com presença da nata do esporte na Sociedade Hípica Paulista

Um páreo perfeito. Nesse domingo, 17/6, Francisco Musa com seu Brasileiro de Hipismo Premiere Xindoctro Método sagrou-se bicampeão do GP da Copa São Paulo em sua 41ª edição ao longo de 101 anos de história da  Sociedade Hípica Paulista.

Francisco, Musa e o Brasileiro de Hipismo Xindoctro Método, de 10 anos filho de VDL Indoctro em Pappilon Rouge; foto: Duílio / Tupa Vídeo

A participação foi excelente: 50 concorrentes largaram no GP, a 1.50 metro, assinado pela course-designer Lucia Faria de Alegria Simões, valendo 80 mil reais em premiação. Sob olhar de mais mil pessoas habilitaram-se à 2ª volta os melhores 25% totalizando 13 concorrentes dentre os quais 3 com zero faltas e oito com um apenas um derrube.

O desempate do GP da 41ª levantou a torcida na Sociedade Hípica Paulista no ano em que larga para seu segundo centenário com 101 anos de existência

Seguindo a ordem inversa de classificação a liderança mudou de mãos diversas vezes e os três melhores fizeram duplo zero falta. Último a largar, por ter registrado o melhor tempo na 1ª volta, coube a Musa com seu Xindoctro, conjunto campeão da 40ª Copa São Paulo, a melhor chance em busca do bi. Dito e feito: Musa e Xindoctro cruzaram linha de chegada em 49s47 e decidindo o tradicional GP (antigo Pão de Açúcar) qu chegou a sua 41ª edição.

Logo após a sua conquista, Musa entre um cumprimento e outro fez questão de agradecer a dica do cavaleiro Vitor Teixeira na área de aquecimento. “Como em 2010, você me deu uma mesma dica que fez a diferença para eu vencer”, destacou Musa comemorando a conquista do bi.

O campeão Musa agradece ao cavaleiro top Vitor Teixeira

“Até o número 4 eu fui mais devagar para não abrir muito o galope do Xindoctro, depois deixei ele andar e deu tudo certo”, comemorou Musa, 33, mineiro radicado em São Paulo. “No começo do ano tivemos um período mais difícil. Mas estamos novamente na ascendente com três GPs seguidos sem faltas – no The Best Jump, Oi Brasil Horse Show e fechando com vitória aqui”, contou o bicampeão. “Essa conquista é fruto do trabalho conjunto com o nosso veterinário Dr. Edson Garcia e todo time do Helvetia Riding Center.”

Com pista limpa, em 51s52, o paulista de Itu Artemus de Almeida com Sharapova,  uma filha de Baloubet du Rouet, conjunto que estreou na série 1.50 em final de 2011, conquistou o vice-campeonato.

O vice-campeão Artemus de Almeida e Sharopova em salto perfeito; foto: Duílio / Tupa Video

Em 3º lugar chegou o jovem talento de São Paulo, Adir Dias de Abreu Junior, o Juninho, com Wigina, que também levantou a torcida ao garantir duplo zero falta em 54s65.

Juninho com Wigina: nova geração do hipismo paulista

Para o carioca Rodrigo Marinho com Cleofas o resultado também foi muito satisfatório: com apenas 1 derrube na 1ª volta e o melhor tempo disparado na 2ª, 44s05, emplacando em 4º lugar.

Rodrigo Marinho e Cleofas bem afiados

O 5º posto foi para Felipe Juares de Lima com Forest Phinox, um derrube e pista limpa, 48s70.

Felipe Juares de Lima com Forest Phinox em belo clique na 41ª Copa São Paulo

Completando o placar, na 6ª colocação aparece o jovem talento do interior paulista José Henrique Fontes Bueno, o Pig, com Multicavalos Chaman Z, que computou somente uma penalidade no rio na 1ª volta e zero na 2ª, 50s83.

José Henrique Fontes Bueno e seu Multicavalos Chaman Z, conjunto vice-campeão do GP no Torneio de Verão 2012 em Santo Amaro, vem em franca ascensão

Os anfitriões Francisco Leite e Marcelo Blessmann com os campeões da 41ª Copa São Paulo

Missão cumprida

“Tivemos recorde de participação na série nacional e na seletiva do Mundial de Cavalos Novos totalizando uma premiação de cerca de 200 mil reais”, contou Marcelo, ex-cavaleiro olímpico, treinador e diretor de salto da entidade anfitriã.

Marcelo Blessmann e Francisco de Almeida Leite, presidente da Sociedade Hípica Paulista

Tanto o campeão como o vice-campeão do GP também destacaram a organização do evento. “O concurso estava excelente em todos os sentidos. O novo piso de areia ficou perfeito. Só podemos agradecer e parabenizar da Hípica Paulista pelo organização do evento e também por iniciativas como a premiação aos tratadores dos nossos cavalos”, destacou Musa.

Tratadores dos cavalos recebendo sua merecida premiação e homenagem em nome da Sociedade Hípica Paulista com a presença dos dirigentes do hipismo nacional

Para o vice-campeão Artemus,”saltar na Hípica Paulista é sempre um prazer com excelentes condições nas pista, armação e infraestrutura. Somos muito bem recebidos.”

Resultado completo – clique aqui.
1ª Galeria de fotos
2ª Galeria de fotos
Aguarde a 3ª Galeria de fotos dos dias 16 e 17/6

Fonte: Brasil Hipismo – Carola May; fotos: Tupa Vídeo – Duílio e Brasil Hipismo – CM

Brasileiro de Hipismo Born to Win, filho de Baloubet de Rouet, vence com Pedro Veniss em Lummen

Representante dos melhores produtos da criação nacional, Born to Win da Mata, um filho de Baloubet du Rouet em Queen da Mata (Pit JMen II), apresentado pelo cavaleiro olímpico Pedro Veniss foi destaque no Internacional 3* de Lummen, nesse sábado, 21/4.

Foram 13 os concorrentes entre 28 inscritos que se habilitaram ao desempate da disputa, a 1.40/1.45 metro. Pedro e Born to Win levaram a melhor sem faltas em 35s91. Enquanto o 2º posto foi para o irlandês Clement McMahon com Baloufina, também filha de Baloubet du Rouet em Continue, que zerou em 36s28.

Pedro Veniss e Born to Win em clique de arquivo por Chris Morais

Born to Win, ilustre entre os filhos do lendário multicampeão Baloubet du Rouet, foi adquirido aos 3 anos e meio, por Nelson Pessoa, o Neco, do Haras Mata da Chuva, tradicional criatório de 30 anos, em Mogi Morim (SP), de propriedade da família Naday.

O jovem garanhão Born to Win nos campos do Haras Mata da Chuva; foto: divulgação

“Comprei esse cavalo vendo ele em um vídeo, sem experimentar. Deposito uma enorme esperança nele, talvez seja o melhor filho de Baloubet que eu já tenha visto. Vocês vão ouvir falar desse cavalo, podem guardar esse nome: Born to Win”, avisava Neco em 2008. Nicolas Garcia Relaño é atual proprietário do Brasileiro de Hipismo Born to Win, aprovado garanhão nos studbooks Stud Z e Luxemburgo.

Fonte: Brasil Hipismo/CM com FPH