Marlon Zanotelli é 3º em a GP 1.60m na Finlândia e Rodrigo Pessoa vence a 1.50m nos EUA

Fechando o 33º Concurso de Salto Internacional 5* de Helsinque na Finlândia, deu Brasil no placar no GP World Cup Qualifier Longines, a 1.60 metro,nesse domingo, 22/10. Montando Celena VDL, uma égua sela holandesa filha de Chin Chin de 10 anos, o cavaleiro top Marlon Modolo Zanotelli garantiu o 3º posto, sem faltas no desempate, em 38s60.

Marlon e Celena VDL em ação na arena indoor do CSI-W de Helsinque

Participaram da disputa 40 conjuntos, dentre os quais 9 habilitaram-se ao desempate idealizado pelo brasileiro Guilherme Jorge, course-designer da Rio 2016. Sagrou-se campeão o holandês Jur Vrieling montando VDL Glasgow Merelsnet, pista limpa, 36s85. O vice-campeonato ficou com o sueco Henrik von Eckerman montando Mary Lou 194, sem faltas, 38s41.

Marlon, 29, maranhense radicado na Europa há cerca 10 anos, defendeu o Brasil nos Jogos Equestres Mundiais 2014 e Jogos Pan-americanos 2015. Em 2011, Mario passou a ser o primeiro cavaleiro da Ashford Farm na Bélgica onde viria a se casar com a amazona sueca Angelica Augusston. Há cerca de um ano, o casal está a frente de um centro de treinamento próprio na Bélgica.

Atualmente, Marlon é o terceiro melhor brasileiro no ranking da Federação Equestre Internacional (com eventos até 30/9) na 54ª colocação, atrás de Pedro Veniss, 36º e Yuri Mansur, 44º. Ao lado de outros nomes grandes nomes do hipismo brasileiro, Marlon está entre os candidatos a uma vaga no Time Brasil de Salto nos Jogos Equestres Mundiais 2018, entre 11 e 23 de setembro, em Tryon (EUA).

E é justamente no Tryon International Equestrian Center que essa semana sediou um Concurso de Salto Internacional 5* da Primavera que o campeão olímpico brasileiro Rodrigo Pessoa venceu a principal prova desse domingo, 22, o Tryon Sunday Classic, a 1.50 metro. Montando Chaganus, um oldenburger de 9 anos, Rodrigo zerou o desempate em 39s865. Dos 43 conjuntos, oito foram a desempate. O norte-americano Quentin Judge com Giorgio van´t Hagenhof foi vice, sem faltas em 40s397. A 3ª colocação foi do belga Nicola Phillppaerts com Aikido Z, pista limpa, 40s542.

Rodrigo e Chaganus: uma dupla em franca ascensão

Atualmente, Rodrigo, 44, mais premiado cavaleiro brasileiro de todos os tempos e que acabou ficando de fora da Rio 2016, também é treinador da equipe irlandesa, campeã europeia 2017. Com novos cavalos, o brasileiro que já liderou o ranking mundial por diversas vezes, pode em breve voltar a integrar as principais equipes brasileiras.

 

Fonte: Imprensa CBH

Saiba quem foram os 38 campeões da Copa do Mundo de Salto; Rodrigo Pessoa se mantém entre os maiores vencedores

A Final da Copa do Mundo – FEI World Jumping Final é uma competição anual que reúne os melhores cavaleiros e cavalos do mundo. A competição idealizada em 1978 pelo cavaleiro e jornalista suíço Max Ammann – teve sua primeira final em 1979 e conta com os melhores colocados de 14 ligas de todos os continentes.

Aproximadamente 45 cavaleiros e amazonas se qualificam para final. São três os tricampeões na história da competição: Rodrigo Pessoa (1998, 1999 e 2000), o alemão Marcus Ehning (2003, 2006, 2010), a norte-americana que defende a Alemanha Meredith Michaels-Beerbaum (2005, 2008, 2009) e Hugo Simon (1979, 1996, 1997).

Rodrigo e Baloubet du Rouet: dupla que fez história no hipismo mundial. Hoje Baloubet, um sela frances filho de Galoubet A tem 27 anos e segue em plena forma gozando de merecida aposentadoria

Histórico de vencedores ao longo de 38 edições

1979 Gotemburgo (SUE)

Campeão Hugo Simon / Gladstone (AUS)
Vice Katie Monahan / The Jones Boy (EUA)
3º Eddie Macken / Carrolls of Dundalk (IRL)

1980 Baltimore (EUA)

Campeão Conrad Homfeld / Balbuco (EUA)
Vice Melanie Smith / Calypso (EUA)
3º Paul Schockemöhle / El Paso (ALE)

1981 Birmingham (GBR)

Campeão Michael Matz / Jet Run (EUA
Vice Donald Cheska / Southside (EUA)
3º Hugo Simon / Gladstone (AUS)

1982 Gotemburgo (SUE)

Campeã Melanie Smith / Calypso (EUA)
Vice Paul Schockemöhle / Akrobat (ALE)
3º Hugo Simon / Gladstone (AUS)
3º John Whitaker / Ryan’s Son (GBR)

1983 Viena (AUT)
Campeão Norman Dello Joio / I Love You (EUA)
Vice Hugo Simon / Gladstone (AUS)
3º Melanie Smith / Calypso (EUA)

1984 Gotemburgo (SUE)

Campeão Mario Deslauriers / Aramis (CAN)
Vice Norman Dello Joio / I Love You (EUA)
Vice Nelson Pessoa / Moët & Chandon Larramy (BRA)

 

1985 Berlim (ALE)

Campeão Conrad Homfeld / Abdullah (EUA)
Vice Nick Skelton / Everest St James (GBR)
3º Pierre Durand / Jappeloup (FRA)

1986 Gotemburgo (SUE)

Campeã Leslie Burr / Lenehan McLain (EUA)
Vice Ian Millar / Big Ben (CAN)
3º Conrad Homfeld / Maybe (EUA)

1987 Paris (FRA)

Campeã Katharine Burdsall / The Natural (EUA)
Vice Philippe Rozier / Malesan Jiva (FRA)
3º Lisa Jacquin / For The Moment (EUA)

1988 Gotemburgo(SUE)

Campeã Ian Millar / Big Ben (CAN)
Vice Pierre Durand / Jappeloup de Luze (FRA)
3º Philippe Lejeune / Nistria (BEL)

1989 Tampa (EUA)

Campeão Ian Millar / Big Ben (CAN)
Vice John Whitaker / Next Milton (GBR)
3º George Lindeman / Jupiter (EUA)

1990 Dortmund (ALE)

Campeão John Whitaker / Henderson Milton (ALE)
Vice Pierre Durand / Jappeloup (FRA)
3º Franke Sloothaak / Walzerkönig (ALE)

1991 Gotemburgo (SUE)

Campeão John Whitaker / Henderson Milton (GBR)
Vice Nelson Pessoa / Special Envoy (BRA)
3º Roger-Yves Bost / Norton de Rhuys (FRA)

1992 Del Mar (EUA)

Campeão Thomas Frühmann / Genius (AUS)
Vice Lesley McNaught-Mändli / Pirol (SUI)
3º Markus Fuchs / Interpane Shandor (SUI)

1993 Gotemburgo (SUE)

Campeão Ludger Beerbaum / Almox Ratina Z (ALE)
Vice John Whitaker / Everest Grannusch & Everest Milton (GBR)
3º Michael Matz / Rhum (EUA

1994 ‘s-Hertogenbosch (HOL)

Campeão Jos Lansink / Bollvorms Libero H (HOL)
Vice Franke Sloothaak / Dorina & Weihaiwej (ALE)
3º Michael Whitaker / Midnight Madness (GBR)

1995 Gotemburgo (SUE)

Campeão Nick Skelton / Everest Dollar Girl (GBR)
Vice Lars Nieberg / For Pleasure (ALE)
3º Lesley McNaught-Mändli / Barcelona SVH & Doenhoff (SUI)

1996 Genebra (SUI)

Campeão Hugo Simon / E.T. (AUS)
Vice Willi Melliger / Calvaro V (SUI)
3º Nick Skelton / Dollar Girl (GBR)
4º Rodrigo Pessoa / Special Envoy & Tomboy (BRA)

1997 Gotemburgo (SUE)

Campeã Hugo Simon / E.T. FRH (AUS)
Vice John Whitaker / Grannush & Welham (GBR)
3º Franke Sloothaak / San Patrignano Joly (ALE)

1998 Helsinque (FIN)

Campeão Rodrigo Pessoa / Loro Piana Baloubet du Rouet (BRA)
Vice Lars Nieberg / Esprit (ALE)
3º Ludger Beerbaum / P.S. Priamos (ALE)

1999 Gotemburgo (SUE)

Campeão Rodrigo Pessoa / Gandini Baloubet du Rouet (BRA)
Vice Trevor Coyle / Cruising (IRL)
3º René Tebbel / Radiator (ALE)

2000 Las Vegas (EUA)

Campeão Rodrigo Pessoa / Baloubet du Rouet (BRA)
Vice Markus Fuchs / Tinkas Boy (SUI)
3º Beat Mändli / Pozitano (SUI)

2001 Gotemburgo (SUE)

Campeão Markus Fuchs / Tinka’s Boy (SUI)
Vice Rodrigo Pessoa / Baloubet du Rouet (BRA)
3º Michael Whitaker / Handel II (GBR)

2002 Leipzig (ALE)

Campeão Otto Becker / Dobels Cento (ALE)
Vice Ludger Beerbaum / Gladdys S (ALE)
3º Rodrigo Pessoa / Baloubet du Rouet (BRA)

2003 Las Vegas (EUA)

Campeão Marcus Ehning / Anka (ALE)
Vice Rodrigo Pessoa / Baloubet du Rouet (BRA)
3º Malin Baryard / H&M Butterfly Flip (SUE)

2004 Milão (ITA)

Campeão Bruno Broucqsault / Dileme de Cephe (FRA)
Vice Meredith Michaels-Beerbaum / Shutterfly (ALE)
3º Markus Fuchs / Tinka’s Boy (SUI)

 

2005 Las Vegas (EUA)

Campeã Meredith Michaels-Beerbaum / Shutterfly (ALE)
Vice Michael Whitaker / Portofino 63 (GBR)
3º Marcus Ehning / Gitania 8 (ALE)
3º Lars Nieberg / Lucie 55 (ALE)

 

2006 Kuala Lumpur (MAL)

Campeão Marcus Ehning / Sandro Boy (ALE)
Vice Jessica Kürten / Castle Forbes Libertina (IRL)
3º Beat Mändli / Ideo du Thot (SUI)

2007 Las Vegas (EUA)

Campeão Beat Mändli / Ideo du Thot (SUI)
Vice Daniel Deusser / Air Jordan Z (ALE)
3º Markus Beerbaum / Leena (ALE)
3º Steve Guerdat / Tresor (SUI)

2008 Gotemburgo (SUE)

Campeã Meredith Michaels-Beerbaum / Shutterfly (ALE)
Vice Rich Fellers / Flexible (EUA)
3º Heinrich-Hermann Engemann / Aboyeur W (ALE)

2009 Las Vegas (EUA)

Campeã Meredith Michaels-Beerbaum / Shutterfly (ALE)
Vice McLain Ward / Sapphire (EUA)
3º Albert Zoer / Okidoki (HOL)
5º Rodrigo Pessoa / Rufus (BRA)

2010 Genebra (SUI)

Campeaõ Marcus Ehning / Noltes Küchengirl & Plot Blue (ALE)
Vice Ludger Beerbaum / Gotha (ALE)
3º Pius Schwizer / Ulysse & Carlina (SUI)
4º Luciana Diniz/-Winningmood (POR)

2011 Leipzig (ALE)

Campeão Christian Alhmann / Taloubet Z (ALE)
Vice Eric Lamaze / Hickstead (CAN)
3º Jeroen Dubbledam / BMC Van Grunsven Simon (HOL)

2012 ´s Hertogenbosh (HOL)

Campeão Rich Fellers / Flexible (EUA)
Vice Steve Guerdat / Nino des Buissonnets (SUI)
3º Pius Schwizer / Carlina e Ulysse (SUI)

2013 Gotemburgo (SUE)

Campeã Beezie Madden / Simon (EUA)
Vice Steve Guerdat / Nino des Buissonnets (SUI)
3º Kevin Staut / Silvana HDC (FRA)

2014 Lyon (FRA)

Campeão Daniel Deusser / Cornet d’Amour (ALE)
Vice Ludger Beerbaum / Chaman & Chiara 222 (ALE)
3º Scott Brash / Ursula XII (GBR)

2015 Las Vegas (EUA)

Campeão Steve Guerdat / Albfuehren’s Paille (SUI)
Vice Pénélope Leprevost / Vagabond de la Pomme (FRA)
3º Bertram Allen / Molly Malone V (FRA)

2016 Gotemburgo (SUE)

Campeão Steve Guerdat / Corbinian (SUI)
Vice Harrie Smolders / Emerald NOP (HOL)
3º Daniel Deusser / Cornet d’Amour/ (ALE)

2017 Omaha (EUA)

Campeão McLain Ward / HH Azur (EUA)
Vice Romain Duguet / Twentytwo des Biches (SUI)
3º Henrik von Eckermann / Mary Lou (SUE)

Rodrigo Pessoa chega na frente com Chaco 34, a 1,40m, em Wellington

Na tarde dessa quinta-feira o multi campeão brasileiro Rodrigo Pessoa levou Chaco 34 de novo ao topo do pódio na 7ª semana do Winter Equestrian Festival, em Wellington, Flórida, EUA. O conjunto já havia chegado em 1º, também a 1,40 metro, na 3ª semana deste que é o mais longo circuito hípico do mundo, com 12 semanas de duração.

O brasileiro Rodrigo Pessoa em clique de arquivo

Rodrigo e Chaco dessa vez pararam o cronômetro em 66s38, o menor tempo entre os sete conjuntos que zeraram o percurso. Ian Mcfarlane apresentou Cora Z marcando 67s53, na 2ª colocação. Em 3º chegou Keri Kampsen montando Balou’s Fly High, 68s16.

O circuito, que tem lugar no no Palm Beach Internacional Equestrian Center, segue até 2/4 com a presença de diversos ginetes brasileiros.

Resultados – clique aqui

Transmissão ao Vivo – clique aqui

 

Fonte: Brasil Hipismo

Boas atuações de Luiz Francisco Azevedo e Pedro Muylaert em Wellington

O Winter Equestrian Festival em Wellington, no estado norte-americano da Flórida, chegou à 4ª de suas 12 semanas de duração. Nessa quinta-feira, 2/2, os cavaleiros brasileiros Luiz Francisco Azevedo e Pedro Junqueira Muylaert tiveram boas performances, classificando suas montarias.

Na prova a 1,45 metro, Luiz Francisco, o Chiquinho, levou Collin ao 5º posto após um desempate com sete concorrentes e três percursos zerados, vencido por Molly Ashe e D’Arnita, sem faltas em 36s56. Chiquinho e Collin terminaram com 8 pontos perdidos em 38s14.

Luiz Francisco e Collin, em imagem de arquivo; Divulgação

O top Rodrigo Pessoa também esteve entre os 27 inscritos apresentando o garanhão de criação nacional, SL Implacável, de Guilherme Foroni, finalizando a primeira passagem com apenas 4 pontos. Confira o vídeo, clicando aqui.

Quem também apresentou uma boa performance nessa quinta-feira foi o cavaleiro paulista Pedro Muylaert, o Pepê, 7º colocado na Ruby Et Violette Challenge Cup sobre o dorso de Chacote, com apenas um ponto de excesso na primeira passagem. A disputa teve como vencedores os americanos Laura Chapot com Quointreau un Prince, sem faltas, 38s66, e Kent Farrington, 4 pontos, 38s49, montando Gazelle.

Clique aqui para ver a performance de Pepê.

O Winter Equestrian Festival prossegue até 2/4 no Palm Beach Internacional Equestrian Center. Nessa 4ª semana os destaques são, além do Ruby Et Violette Challenge, o Suncast 1.50m Championship, o Great Charity Challenge e o Ariat Grand Prix 4*, finalizando a semana na tarde do domingo, 5/2.

Resultados completos

Transmissão ao vivo

 

Fonte: Brasil Hipismo

Rodrigo Pessoa emplaca a 1,40m em Wellington, na 3ª semana do WEF

Montando Chaco 34, o campeão olímpico brasileiro Rodrigo Pessoa venceu a prova FEI Illustrated Properties, nessa terça-feira, 25/1, no Winter Equestrian Festival, no Palm Beach Internacional Equestrian Center, em Wellington (EUA). Estiveram em pista 68 conjuntos e Rodrigo e Chaco 34 registraram 64s99, sem faltas. Kevin Babington apresentando Mark Q garantiu o 2º posto, seguido por Andrew Kocher com Zantos II, ambos com pista limpa, em 65s90 e 66s03, representando os EUA. Em 18/1, Rodrigo também emplacou com Chaco 34 em 2º lugar a 1.40m.

Na principal disputa do dia, a prova FEI Douglas Elliman Real Estate a 1.45 metro, a vitória foi do norte-americano Todd Minikys com Zephyr, sem faltas, 63s95. Prova em que Rodrigo montando Citizenguard Cadjanine Z registrou uma falta ficando na 13ª colocação.

Rodrigo e Citizenguard Cadjanine Z ; imagem arquivo: © Tomas Holcbecher

Os pontos altos da terceira das 12 semanas do Winter Equestrian Festival são a terceira rodada do Ruby et Violette WEF Challenge nessa quinta-feira, 26/1,o GP Adequan no sábado, 28/1, com U$ 130 mil em premiação, e o GP Suncast, no domingo, 29/1. O evento considerado a maior e mais longa competição do hipismo mundial segue até 2 de abril e distribui mais de U$ 9 milhões em premiação.

Resultados – clique aqui

Transmissão ao Vivo – clique aqui

 

Fonte: CBH com infos WEF

Rodrigo Pessoa chega em 2º lugar a 1,40m na 2ª semana do WEF, na Flórida

Nesta quarta-feira, 18/1, teve início a 2ª das 12 semanas do maior e mais longo circuito hípico do planeta, o Winter Equestrian Festival, em Wellington, na Florida. O top brasileiro Rodrigo Pessoa iniciou a 2ª semana classificando-se em 2º lugar na disputa internacional a 1,40 metro.

Rodrigo Pessoa já tem dois bons resultados em Wellington; imagem de arquivo

A prova ao cronômetro teve 54 concorrentes e vitória de Ramiro Quintana montando Glasgow de Muze, pela Argentina, sem faltas, em 57s93. Rodrigo cruzou a linha de chegada em 59s87 com Chaco 34, também sem faltas. A 3ª colocação foi da amazona da casa Marilyn Little e Adamo, pista limpa, 60s81.

Rodrigo está participando também fez um duplo zero com Ferro Chin VH Lindenhof, na prova de 1,45m com desempate nesta quinta-feira, 19/1, terminando na 10ª colocação na disputa vencida pelo americano McLain Ward e Callas III.

O WEF prossegue até 2/4 com a participação de diversos cavaleiros e amazonas do Brasil.

Resultados completos desta 2ª semana.

 

Fonte: Brasil Hipismo – proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização

Lenda viva | O “mago” Nelson Pessoa completa 81 anos

Nascido no Rio de Janeiro em 1935, Nelson Pessoa, o Neco, chamado de “mago” no circuito europeu e um dos melhores cavaleiros do mundo, pai de Rodrigo Pessoa, completa hoje, 16/12, seu 81º aniversário.

Nelson Pessoa completa 81 anos de uma vida de dica ao hipismo; img: Marcel Blanco

Quando Nelson começou a montar, o hipismo no Brasil era dominado pelos militares. Ainda jovem, seu nome rapidamente chamou a atenção e, graças aos seus resultados impressionantes, conquistou uma vaga na equipe do Brasil e foi um dos primeiros cavaleiros civis de grande sucesso.

Eloy Menezes com Selvático , Nelson Pessoa com Relincho e Renyldo Ferreira com Travessura: time de ouro em Aachen 1956; foto arquivo/cedida

Ainda na categoria Junior, tomou parte do Concurso Internacional do Rio de Janeiro. Três anos depois, integrou a equipe brasileira em sua primeira competição no exterior, no Internacional de Buenos Aires, Argentina. Durante essa turnê, conquistou sua primeira vitória internacional, em Mar del Plata. Em 1956 estreou em Jogos Olímpicos na edição de Estocolmo, na Suécia, e em 1961 surgiu a oportunidade de mudar-se para a Europa.

Neco montando Huipil em Aachen, Alemanha, 1968; foto arquivo/cedida

Com o passar do tempo, Neco foi adquirindo conhecimento e apurando suas técnicas, ao mesmo tempo abrindo caminho para diversos cavaleiros brasileiros que seguiram seus passos na Europa, centro da equitação mundial. Três anos mais tarde, em 1964, foi o quinto colocado individual nos Jogos Olímpicos de Tokyo. Era o começo de uma longa carreira de sucesso.

Brasil no placar em Colonia 1964 com Nelson Pessoa em 2º, Raul Lara Campos, 3º, e vitória de Alwin Schockemöhle

Em 1967, nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, esteve no time brasileiro que ganhou a medalha de ouro, ao lado de Antônio Alegria Simões, José Roberto Reynoso Fernandes, o Alfinete, e Cel Renyldo Ferreira, conquistando ainda a prata individual.

Neco e o pequeno Rodrigo Pessoa; img: pessoausa.com

Nas Olimpíadas de Barcelona 1992, aos 56 anos, Neco competiu ao lado do filho Rodrigo Pessoa, então com 19 anos, e a família Pessoa fez mais uma vez história com o cavaleiro mais velho e mais jovem daqueles Jogos. Neco também se destacou como técnico, guiando várias equipes na Europa e formando diversas gerações de campeões de diferentes nacionalidades. Participou da conquista do bronze olímpico brasileiro em Atlanta 1996, e pode-se dizer que sua maior realização como técnico e instrutor é a brilhante carreira de seu filho, o multicampeão Rodrigo Pessoa

Neco e o filho Rodrigo: parceria e aprendizado por toda uma vida

Principais títulos

Duas medalhas de ouro e uma de prata em Jogos Pan-Americanos
Sete vezes campeão (recorde de vitórias) do Derby de Hamburgo
Tri-campeão do Derby de Hickstead
Campeão Europeu em Lucerna 1966
Vencedor de 150 GPs na Europa
Vencedor de mais de 100 provas de potência
Quatro vezes Campeão Brasileiro

 

Brasil Hipismo com a fonte: www.rodrigopessoa.com

Nasce Luciana, terceira filha do multicampeão brasileiro Rodrigo Pessoa

O campeão olímpico e mundial Rodrigo Pessoa postou nas redes sociais nesta sexta-feira, 9/12, uma foto com a filha recém-nascida. A menina chama-se Luciana Emilia Pessoa, nasceu na manhã desta sexta, com 3,200 kg e 50 cm, e é a terceira filha do cavaleiro.

Rodrigo com as duas filhas menores e a esposa; img: reprodução Instagram / rodrigopessoa29

A menina e a mãe, a amazona Alexa Weeks, passam bem. O Brasil Hipismo parabeniza o casal.

Rodrigo Pessoa dá sua opinião sobre as mudanças no regulamento dos Jogos Equestres Mundiais

O site especializado World of Showjumping está realizando uma série de entrevistas com cavaleiros que já participaram do rodízio final dos Jogos Equestres Mundiais sobre as recentes mudanças no regulamento da competição.

As principais alterações são a extinção do rodízio entre os quatro melhores conjuntos para a decisão do título mundial, e a retirada da primeira prova, disputada na tabela C (prova de velocidade, onde os derrubes são convertidos em tempo).

O top brasileiro Rodrigo Pessoa, campeão mundial em Roma 1998 com Gandini Lianos, e 4º colocado em Kentucky 2010 com Rebozo, também foi ouvido. Leia abaixo as palavras do campeão, traduzidas pelo Brasil Hipismo.

Rodrigo em Ação com Lianos em Roma; img: normandy2014.com

“Em primeiro lugar, tive sorte de poder participar do rodízio dos quatro melhores nos Jogos Mundiais não apenas uma, mas duas vezes. Foi uma oportunidade única de montar alguns dos melhores cavalos do mundo, como Calvaro, Joly Couer e Hickstead – eu acho que era um ótimo conceito. Para quem assistiu também era inacreditável – nunca vou esquecer de Nick Skelton montando Jappeloup em Aachen 1986.

Entretanto, eu entendo a preocupação de algumas pessoas em relação ao rodízio dos cavalos. Dito isto, eu sempre acreditei que os cavaleiros finalistas são altamente qualificados e nunca me preocupei com meus próprios cavalos durante o rodízio.

Era realmente uma prova espetacular para o público. Mas, talvez seja discutível se esta é a melhor forma de coroar um campeão mundial. Então, eu entendo a FEI quando vejo que ela quer honrar a parceira entre o cavalo e seu cavaleiro e escolher o campeão mundial baseado nela.

Eu posso viver sem o rodízio. Porém, acho muito mais difícil de aceitar a decisão de remover a prova de tabela C que abria o campeonato. Sem ela, tenho medo de que acabemos com um número muito grande de conjuntos no desempate, tanto por equipe quanto individual – e assim se tornar como que uma grande corrida pelas medalhas. Imagino termos facilmente de 8 a 10 conjuntos em um desempate pelas medalhas individuais nesse novo formato. E eu não penso que um Campeonato Mundial deveria ser assim.

A prova da tabela C deveria ficar, por muitas razões. Em primeiro lugar, facilita um pouco para os cavalos no começo do campeonato. Como é uma prova de velocidade, o desenhador geralmente arma um pouco mais baixo – o que dá aos cavalos a chance de começar bem antes que as dificuldades aumentem nos outros dias. Em segundo lugar, é um desafio para cavalos e cavaleiros – você tem que lidar com a velocidade e manter o cavalo unido para as próximas passagens, que são mais altas e técnicas. Além disso, ao retirar o rodízio final, eles já cortaram quatro passagens então não vejo porque deveriam tirar a tabela C também. Eu optaria por manter a prova de abertura, então teríamos dois dias de provas por equipes e duas passagens individuais. Concordo com os números para o último dia: os 25 melhores para a primeira passagem e os 12 primeiros para a segunda.

Pelo que eu entendi, os cavaleiros não estão contentes com estas decisões – e o assunto estará em pauta na reunião do International Jumping Riders Club (IJRC) com a Federação Equestre Internacional (FEI) na Assembleia Geral de Genebra. Então, ele deverá ser discutido novamente.

Entendo que nós devemos modernizar nosso esporte, mas precisamos ser cuidadosos. Não acho que devemos reinventar totalmente nosso esporte por que as pessoas sentadas em casa em seu sofá, assistindo pela TV, acham difícil de entender. Pense na natação: eles ainda nadam com os dois braços e as duas pernas. Ninguém pede aos atletas que nadem com uma mão só porque isso faria o esporte mais espetacular de assistir.”

Fonte: World of Showjumping – tradução: Brasil Hipismo

O multicampeão Rodrigo Pessoa fala sobre o ano de 2016 e os próximos desafios para a temporada 2017

A quase um mês do final de 2016, o campeão olímpico Rodrigo Pessoa fez, em entrevista a MktMix Assessoria de Comunicação, uma análise do período pré e pós Jogos Olímpicos e comentou sobre o próximo ciclo.

Rodrigo Pessoa com um de seus cavalos de ponta, Ferro Chin; img: Divulgação

Rodrigo Pessoa com um de seus cavalos de ponta, Ferro Chin; img: Divulgação

Jogos Rio 2016 – “A meu entender o Brasil fez um bom trabalho organizando os Jogos Olímpicos apesar de muitas críticas e pressão negativas antes dos Jogos. Claro que quando você organiza um evento deste tamanho, algumas coisas saem erradas e isso sempre acontece. Mas o Brasil sediou os Jogos da melhor forma possível. Para a cidade do Rio de Janeiro, as Olimpíadas deixaram um novo sistema de transporte, novos estádios e todos os tipos de melhorias. Mas acabou que as coisas tiveram alto custo e o pais está vivendo um momento difícil politicamente, com o impeachment da Presidente, gerando instabilidades e incertezas no futuro do país. Mas eu acredito e espero que esta nova administração possa achar o caminho para trazer o Brasil de volta ao lugar que ele pertence. É um país maravilhoso, com um povo incrível. A corrupção em alto escalão machucou o país demais e será duro esta subida econômica, mas precisamos ter esperança e ela é a última que morre sempre”

Ficar de fora dos Jogos Olímpicos Rio 2016 – “Foi muito duro, mas é a vida e não temos mais que olhar para trás. Passei por vários estágios: de raiva à decepção para fechar este capítulo. Sobre o desempenho do Brasil, o quinto lugar foi provavelmente bom para algumas pessoas, neste caso, a equipe teve uma chance real de medalha e chegou muito perto. A desclassificação do Stephan Barcha pelas regras da FEI (sangramento do animal após a primeira passagem da Copa das Nações) abalou a equipe. Como eu havia previsto de ante-mão, este conjunto não tinha experiência para uma competição desta magnitude e a expectativa da equipe era muito alta. Eles queriam muito a medalha e quando veio a quinta colocação, ficaram decepcionados, mas ainda assim era um bom resultado. Os outros três cavaleiros (Doda Miranda, Eduardo Menezes e Pedro Veniss) fizeram tudo o que eles podiam, montaram bem mas a pressão da segunda volta foi muito alta, especialmente por estarem em casa. Eles cometeram pequenos erros que lhe custaram o pódio. Eu não os culpo, o único culpado é o técnico George Morris. Desde então, eu só vi o George Morris de longe, em Kentucky, comentando a final do Junior. Ele sabe em seu coração que tomou a decisão errada mas é muito difícil ele admitir isso e pedir desculpas, mas como eu falei antes, são águas passadas. Seu contrato com a CBH já acabou e era muito improvável que ele iria ficar, a não ser que o time ganhasse uma medalha. Mas de fato, não estou surpreso que ele tenha saído.

Pós Jogos Rio 2016 – Eu tenho competido em alguns torneios na Europa, incluindo a Copa das Nações em Barcelona, alguns torneios da América do Norte e aproveitado para curtir a família também. Disputei o 5 estrelas de Tryon, e cometi uma falta no último obstáculo no GP, na primeira competição do Ferro Chin, desde a sua cirurgia, em junho. Depois competi em Kentucky com a Cadjanine e ela fez percurso limpo no GP válido pela Copa do Mundo, mas acabei não indo bem no desempate. Agora, eu acabei de encerrar a temporada com a competição em Toronto. É uma competição que eu gosto muito, é tradicional e diversificada nas provas para todos os tipos de aficcionados pelo esporte equestre. Meus dois cavalos saltaram bem. A Cadjanine foi segundo numa prova importante e infelizmente fez duas faltas no GP da Copa do Mundo. O Ferro Chin saltou bem as provas intermediárias e fez uma falta no GP. Eu estou feliz que ele está de volta em um bom nível depois de seus problemas de saúde. Ano que vem será um grande ano para ele e poderá mostrar todo o seu potencial.

Futuro na equipe do Brasil – Eu saltei em Barcelona na final das Copa das Nações e ganhamos a prova de consolação, que foi bom. Nesta semana, a nossa Confederação terá eleição para Presidência e veremos quais são os planos dessa nova administração.

Sobre a possibilidade de ser treinador de outros países (Irlanda e Bélgica) – Tem rumores por aí e tenho que admitir que são sim possibilidades. Vamos ver o que vai acontecer. Temos um longo caminho antes de qualquer decisão. De qualquer forma, eu sempre desempenhei um pouco esse papel no Brasil por ser o cavaleiro mais experiente do grupo, sempre estive próximo ao técnico ajudando a equipe. Não tem nada definido ainda.

Temporada 2017 – Antes de 2017 começar vou ter minha terceira filha, agora em dezembro. Então teremos um mês calmo e dedicado à família e aos amigos. Como já faço há 10 anos, começarei meu ano na Flórida, onde já estou, e vou disputar o Winter Equestrian Festival. É uma oportunidade de competir em alto nível, com um ótimo clima e especialmente sem precisar ficar viajando durante quatro meses. É realmente muito bom! Trouxe o Ferro Chin e o Jordan para os Eua, que serão meus principais cavalos e algumas novas montarias em potencial. O Jordan se machucou no início deste ano e foi um dos piores momentos de 2016. Eu tinha muita expectativa que ele continuaria a sua evolução e estaria pronto para competir nos Jogos Olímpicos. Mas imediatamente ao diagnóstico de sua séria lesão, eu soube que o ano tinha acabado para ele. Agora ele está de volta, cheio de energia e estou confiante que ele estará pronto para a temporada 2017. Eu só quero para 2017 ter cavalos com saúde para ter um bom ano e conquistar algumas vitórias.

Jogos Equestres Mundiais 2018 – Será excelente para o Mark Bellissimo e seu time. As instalações no Centro Equestre Internacional de Tryon, na Carolina do Norte, são maravilhosas e eu espero que tudo ocorra bem durante o evento. Não é fácil organizar um evento deste tamanho em apenas dois anos, além de ser muito caro.

 

Fonte: MktMix Assessoria de Comunicação