“Cavalo não é máquina, mas parceiro e o trabalho adequado faz a diferença” , Sebastian Rohde

A importância da formação de um cavalo novo se reflete no futuro do esporte. Levar um cavalo ao mais alto nível de competição não é tarefa fácil: requer conhecimento técnico, paciência e horsemanship no sentido mais amplo da palavra: começando pelo respeito ao animal, treinamento adequado com planejamento para não atropelar nenhuma fase, chegar à altura de 1.40 metro por volta dos 7/8 anos e seguir carreira a 1.50 / 1.60 metro até depois dos 15 anos.

Hoje a criação do Cavalo Brasileiro de Hipismo (BH) está a altura dos melhores linhagens mundiais. “Fato é que no Brasil são criados cavalos extraordinariamente bons e na
realidade esse mesmo cavalo é igual às melhores linhagens europeias A única questão é formação e essa é a diferença”, discorre o alemão Sebastian Rohde, treinador especializado em cavalos novos, que tem vindo com regularidade ao Brasil desde 2009.

Flash durante a clínica do treinador Sebastian Rohde (terceiro da direita para esquerda) com Tony Fortino e Carolina Mendonça, à sua direito, Beate Susemihl,que atuou na tradução, Geraldo Lamounier e Antonio Celso Fortino, conselheiro da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Hipismo, um dos idealizadores da Clínica

Rohde, que trabalhou por muitos anos na Associação do Holsteiner, depois com o
criador Wolfgang Brinckmann, proprietário da Pikeur / Eskadron, atualmente está à frente Associação Internacional do Cavalo Oldenburger para os mercados dos EUA e América
do Sul. O conceito liberal da Associação Oldenburger de Esporte Internacional também vai de encontro à criação do cavalo Brasileiro de Hipismo, sem “bairrismo” para efetuar os registros das mais diversas e melhores linhagens warmblood a nível mundial.

O Brasil Hipismo conversou com Rohde, após mais uma bem sucedida clínica no início de fevereiro no Clube Hípico de Santo Amaro. Confira!

O alemão Sebastian Rohde à direita ao final da Clinica em Santo Amaro com Antonio Fortino e Rafael Christianini

BH. Quantas vezes você já veio para o Brasil e quais suas principais atividades?

Sebastian Rohde. Estive pela primeira vez no Brasil em 2009. Depois passamos a organizar clínicas com o Antonio Fortino e Paulo Foroni, primeiramente, duas a três
vezes por ano, depois quase cinco vezes por ano, acho que já sou meio brasileiro.

Depois que deixei a Associação do Holsteiner, após um pequeno hiato, voltei a montar mais e mediante a agenda não vinha tanto ao Brasil. Durante dois anos trabalhei os
cavalos novos para Wolfgang Brinckmann, proprietário da Pikeur /Eskadron. Agora estou trabalhando na Associação do Oldenburger e sou e sou responsável pelo mercado nos
EUA e América do Sul. O motivo é que a Associação Internacional do Oldenburgo tem 700 membros nos EUA e lá a cada ano nascem 300 potros registrados por nós. Então como já tenho contato na América do Sul com o Brasil, também voltei a vir pra cá.

BH. Mediante a globalização da inseminação artificial, a diferença entre os cavalos de linhagens warmblood está cada vez mais tênue. Pode apontar algum diferencial do Oldenburgo? 

Rohde. Cada vez as linhagens estão mais misturadas e há menos diferenças. A principal diferença é que o cavalo oldenburgo em sua origem – que existe até hoje – é um
warmblood de estatura bastante pesada e não é adequada ao esporte. Era usado na agricultura e é criado até hoje. Mas não tem mais nada com a atual Associação do
Oldenburger de Cavalos de Salto Internacional, fundada em 2001.

Oldenburger do jeito que está hoje é uma associação relativamente jovem e sempre esteve aberta a outras linhas com hannoveranos e holsteiners entre outras. A ideia é
criar um cavalo de esporte , o que basicamente é a diferença. Por exemplo a Associação do Holsteiner é bastante restritiva, por isso, muitos cavalos bons embora tenham
linhagem Holsteiner estão registrados no Oldenburgo, que é uma mistura.

Uma coisa interessante é que dos 21 mil potros warmblood que nasceram na Alemanha em 2016, o mesmo número que há 40 anos, o percentual do Oldenburger quadruplicou, enquanto outros studbooks diminuíram os registros ou desapareceram. Somos uma Associação flexível, demos chances a muitos garanhões. O presidente da Associação do Oldenburger nos EUA é Paul Schockemöhle, cavaleiro alemão e maior criador do mundo, que produz mais de 1000 potros ao ano em seu Haras Lewitz.

BH. Quais os principais destaques da raça Oldenburg no cenário internacional?

Rohde. Weihegold (Don Schufro em Sandro Hit), campeão olímpico por equipes e prata individual de Adestramento com Isabell Werth na Rio 2016, e que recentemente estabeleceu dois recordes em GPs World Cup com aproveitamento acima de 90%. Na modalidade salto são muitos os expoentes como Toulago, montaria do suíço Pius Schwizer, Couleur Rubin, na sela de Ludger Beerbaum, Sandro Boy, vencedor da Copa do Mundo com Marcus Ehning, entre outros.

/ Isabell Werth com Weissgold, um oldenburger top mundial , em ação na Rio 2016 ; img: FEI

BH. Como você avaliou o curso agora em fevereiro no Clube Hípico de Santo Amaro? Em linhas gerais no que se base o treinamento de um cavalo novo para a modalidade salto?

Rohde. Acho que a técnica de montaria está indo pro caminho certo, mesmo que aos poucos. Já verificamos uma outra ideia no que se refere montaria e formação de cavalos
novos. O negócio não é somente saltar alto e largo, mas ter controle sobre o cavalo e a partir daí estar melhor preparado para competir em nível mais alto . A ideia do
programa é que os cavaleiros tenham uma formação para trabalhar os cavalos novos de modo correto e melhor para que com isso o Cavalo Brasileiro de Hipismo também possa
ser melhor vendido.

O cavaleiro Tony Fortino participante regular das clínicas com Sebastian Rohde, em salto perfeito com Daquiri For, de 7 anos

Acho que esse também é um diferencial na Alemanha, onde tem muita criação, mas também se investe na formação dos cavalos. O comércio prospera porque os cavalos são bem trabalhados e podem ser montados por pessoas diferentes. Não basta criar bem é preciso formar os cavalos.

Tivemos vários tipos de cavaleiros na clínica, o que a torna bastante interessante, porque nenhum grupo é igual ao outro. Eu realmente gosto do que faço. Não olho  relógio. É preciso de alguma forma oferecer uma solução aos cavaleiros.

BH. Os mesmos exercícios básicos se aplicam a todos os níveis?

Rohde. Sempre há vários aspectos. A quem quero treinar, o cavaleiro ou cavalo, ou mesmo ambos? Um percurso é feito de diferentes distâncias, mais largas , mais
curtas, e mesmo quando o salto é isolado, nem sempre se acerta a distância ideal e preciso se preparar para o próximo obstáculo..

Não é adequado para o cavalo fazer um percurso todos os dias. Por isso, os exercícios com varas no chão e saltos baixinhos eu preservo o cavalo e assim treinamos a comunicação e a sintonia do olho do cavaleiro em parceria com o cavalo. Há muita coisa a se aprender e não é possível fazê-lo saltando somente percursos. Também não posso, por exemplo, enviar um cavalo novo para escola e dizer agora vamos escrever um ditado ! É preciso fazer uma coisa após a outra, passo a passo. Quando então um cavalo, aos
8 anos, está pronto para saltar a 1.50 metro em algum momento ele também tinha quatro anos e precisou ser formado. E, dessa forma, passo a passo, simplesmente
preparando o cavalo gradativamente para tarefas mais difíceis.

Claro que só se aprende a saltar saltando. Mas antes disso é preciso ter o cavalo sob controle, senão o resto não faz sentido. Eu posso fazer adestramento sem saltar,
mas não posso saltar sem fazer adestramento.

De modo geral quando vejo o hipismo no Brasil, noto que as pessoas gostam mesmo de saltar e não trabalhar. Então  muitos cavalos não vão ultrapassar a barreira da altura de 1.40 metro, sempre pode ter cavalo com mais potencial, isso é algo que a gente vem conversando há muito tempo.

Temos falado sobre cavalos de 5 anos realizarem disputas ao cronômetro no Campeonato Brasileiro. Isso é algo que a gente não conhece e realmente considero besteira. Em geral na Europa, cavalos de 6 anos já fazem disputa ao cronometro. Mas na Alemanha – o cavalo para disputar o Campeonato Alemão precisa vencer somente uma
qualificativa durante o ano. A gente preserva nossos cavalos muito mais, prova para cavalos novos 5 anos só tem uma por final de semana e já na altura de 1.20 / 130
metro não mais que isso. Eles podem concorrer em duas provas, mas em um único dia..

BH. Em linhas gerais, quais as dicas que você pode dar aos cavaleiros e criadores no Brasil?

Rohde. São muitos aspectos diferentes que tornam o Brasil extraordinariamente interessante. Fato é que aqui são criados cavalos muito bons e na realidade esse mesmo
cavalo é igual a linhagens europeias. A única questão é formação e essa é diferença. Na Alemanha, como falei, nosso maior negócio é formar cavalos novos. E quando a
gente fala em esporte ele começa a 1.40 metro, o que vem antes é somente formação.

Por isso, temos centenas de cavalos saltando 1.40 metro e não é nada demais.
Para esporte top é preciso cavalos que saltem 1.50 e 1.60 metro. E o cavaleiro brasileiro em si é extremamente veloz, mas às vezes é necessário não colocar o cavalo
novo na correria para depois aos 8 / 9 anos, ter um cavalo bom na cocheira.

Acho que um profissional também necessita de treinador. Em todos os concursos internacionais, a maioria dos cavaleiros têm seu treinador e trabalham em conjunto. Não é
possível ser diferente.

Na Alemanha muitos profissionais se especializaram em adestramento para cavalos de salto. Talvez eles mesmo não tenham condições de saltar um GP, mas sabem
trabalhar a base do cavalo de adestramento do cavalo para tanto. Um cavalo de GP necessita de movimento, sair da cocheira até 3 vezes por dia. Montar só uma vez por
dia não dá certo, o cavalo pode também ir ao padoque, piquete, andador. Cavalo não é máquina, mas parceiro e o trabalho adequado e detalhes fazem a diferença.

Tony Fortino, cavaleiro que também está investindo na formação de cavalos novos, com Zirocco de 7 anos

Interessante é que não há um caminho que esteja sempre certo. Acho que um problema na Alemanha é que formamos bem nossos cavalos, mas quando eles têm 7/8 anos, também precisam de mais tempo para ficarem mais rápidos e competitivos e isso também requer formação.

Não há um só caminho certo, mas é preciso seguir uma ideia que funciona. Respeito é fundamental. De uma forma ou de outro, o cavalo é um investimento: em algum momento
será vendido ou precisa ser vendido. Nesse sentido a gente corta a própria carne quando não cuidamos adequadamente da formação do nosso cavalo. Ele é o atleta, e se
não for cuidado será perdido e com prejuízo financeiro.

Amadores e profissionais precisam investir nesse parceiro. Se quero mudar alguma coisa aqui no Brasil, não basta conversar com o cavaleiro, mas também com os proprietários, criadores, treinadores e dirigentes que fazem as regras. Todos precisam conversar, entender as necessidades e compromissos de mudanças.

 

Fonte: Brasil Hipismo ; fotos: João Markun, FEI e arquivo pessoal

Tony Fortino, especialista na formação de cavalos novos, pede mais atenção aos traçados

Durante a 5ª Etapa da Copa Santo Amaro de Salto, em 10/6, também rolou a 4ª Etapa Copa BH Regional de Cavalos Novos para produtos de 4 a 8 anos. Nas séries 6/7 anos, 1.25 metro, e séries 7/8 anos, a 1.35 metro, quem levou a melhor foi o cavaleiro da casa Antonio Fortino Neto, o Tony. Montando Salamandra Chap Quicka, Tony foi campeão 6/7 anos. Já na série 7/8 anos, o cavaleiro levou Fátima Método à vitória.

Tony com Chap Quicka em ação na Copa Santo Amaro dentro de casa

Tony com Chap Quicka em ação na Copa Santo Amaro dentro de casa; img: JC Markun

Focado em treinamento de Cavalos Novos, um dos pontos que ainda precisa de mais atenção no país, Tony, 27, vem se dedicando ao Circuito de Cavalos Novos tanto o Ranking Bom Sabor da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) como da Asssociação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Hipismo (ABCCH). “Estou saltando os dois rankings. Ficou um pouco confuso esse ano com uma prova muito em cima da outra, mas a gente está tentando dar exclusividade para os dois rankings e também as provas de Cavalos Novos da Copa Santo Amaro.”

Entre os destaques da tropa está Cionne Cooper, filha de Ol Metta em Wionne, de propriedade de Tony Fortino, que acaba de completar 9 anos. “Venho trabalhando ela desde os seis anos. Em 2015, com 8 anos, ela ficou entre os seis melhores do Ranking Brasileiro de Hipismo, foi vice-campeã brasileira no Haras Agromen e 3ª colocada no ranking de Cavalos Novos CBH”, conta Tony.

Tony e Cionne: uma dupla franca ascensão

Tony e Cionne: uma dupla franca ascensão; img: Luis Ruas

Outra égua importante aos cuidados de Tony é Chap Quicka, uma filha de Chapman Rouge em Abführen´s Quira, de 6 anos. “Eu vinha montando a Chap Quicka desde os quatro anos e no final do ano passado vendi ela para minha aluna Bianca Rodrigues e estamos nos alternando para saltar o ranking da CBH, Copas BH e Santo Amaro. Ela vem em 2º no lugar no ranking CBH”, comenta Tony.

“Já a Fátima Método, filha de Sidney Método em Potência Método de 6 anos, eu comecei a montar no final do ano passado. Ela é de propriedade do Samir Bassitt e está bem colocada no ranking CBH na categoria 6 anos, foi campeã da categoria no Torneio Estadual de Verão em Santo Amaro e também vencemos a última etapa da Copa Santo Amaro a 1.30 metro”, complementa o cavaleiro, que revelou detalhes sobre sua trajetória no esporte.

Fátima Método na condução de Tony

Fátima Método na condução de Tony; img: JC Markun

“Comecei a montar na escolhinha da Santo Amaro por volta dos 12 anos. Perdi um pouco o começo da categoria de base. Mas fui campeão paulista de young riders com Zyon For”, lembra Tony. “O meu último professor foi o Yuri Mansur que me ensinou muito a ler a cada cavalo , de acordo com que a dificuldade de cada um. Também trabalhei um ano com Gabriel Marques, o Ducha”, acrescenta Tony, que também vendo contando com importante apoio do alemão Sebastian Rohde, um dos cavaleiros com mais expertise em trabalho de cavalos no mundo.

“Eu fiz muita clínica com o Sebastian que a ABCCH trouxe durante 3, 4 anos. Foram mais de 15 clínicas com esse alemão, todas direcionadas somente para cavalos novos. Então eu me especializei um pouquinho mais em cavalos novos, porque meu tio (Antonio Celso Fortino) cria. Foi o Sebastian que me deu um empurrãozinho e ensinou como fazer um cavalo novo.”

Sebastian Rohde: exímio formador de cavalos novos

Sebastian Rohde: exímio formador de cavalos novos

Abernante, égua vice campeã americana junior em 2014 e ouro na Copa das Nações Junior nos EUA em 2015, sob a sela de Bianca Rodrigues, também está entre os cavalos formados por Tony. Para o cavaleiro, o a atual qualidade dos pisos favorece o trabalho dos cavalos novos, mas é preciso dar mais atenção aos traçados das pistas para Cavalos Novos de 4 e 5 anos.

“Hoje temos pisos de primeira qualidade como em Santo Amaro, Hípica Paulista, Hípica Paranaense, Hípica Brasileira no Rio e agora também a Sociedade Hípica de Campinas está trocando o piso. Inclusive o piso da pista no Haras Equiprime na Serra Fluminense também ouvi dizer que está muito bom”, destaca Tony.

Tony e Cionne em ação no Longines Indoor na Hípica Paulista

Tony e Cionne em ação no Longines Indoor na Hípica Paulista

“A qualidade do piso tem grande importância para performance e desenvolvimento dos cavalos. Mas penso que a gente tem que se preocupar mais com armação de percurso para cavalos novos. Eu vejo cada percurso e você fala como pode o armador construir um percurso assim para um cavalo de 4 e 5 anos. Para os cavalos de 7, 8 anos que já estão mais avançados no trabalho, a armação de pista em curvas ser mais próxima de um GP, tudo bem. Mas vejo muita armação de péssima qualidade para os cavalos realmente novos. Não adianta o piso ser bom. Reforço que a qualidade da armação também precisa ser condizente.”

 

Fonte: Brasil Hipismo com fotos JC Markun e Luis Ruas

Bianca Rodrigues está a caminho das Olimpíadas da Juventude 2014

A amazona paulista Bianca Rodrigues, vice-campeã americana junior 2013, se prepara para defender o Brasil Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanquim, na China, entre 16 e 28 de agosto. A amazona de 18 anos será a única representante do hipismo brasileiro.

Bianca Rodrigues em ação na Argentina onde garantiu o titulo de  campeã por equipes e vice individual no Americano de Juniores; img: Luis Ruas

Bianca Rodrigues em ação na Argentina onde garantiu o titulo de campeã por equipes e vice individual no Americano de Juniores; img: Luis Ruas

No domingo, 3/8, o COB reuniu em um hotel em São Paulo 72 dos 97 atletas brasileiros. Só não compareceram os que estão em competição no exterior. Durante todo o dia, eles receberam informações sobre os Jogos, normas, deveres e programação do Time Brasil em Nanquim, na China. O ex-jogador de volei Giba fez uma palestra de motivação.

Giba em clique para posterioridade  com os jovens talentos brasileiros

Giba em clique para posterioridade com os jovens talentos brasileiros; imagem: Wander Roberto – COB

Ao lado de seu técnico Tony Fortino, Bianca esteve na Europa em final de julho para um treinamento especial. “O período de treinos na Europa será fundamental para a Olimpíada da Juventude. Pela regra do evento na China, os cavalos serão sorteados. Por isso, eu e minha comissão técnica testamos montarias”, disse Bianca Rodrigues.

Inicialmente Giulia Scampini havia garantido a vaga com a conquista do título de campeã americana junior 2013 na Argentino. Com a desistência de participação, Bianca Rodrigues, vice-campeã americana junior 2013, ganhou o direito de participação. Sua montaria principal é a égua Abernante, mas a amazona não poderá levar o animal para a China. “Faz parte da modalidade e, para conquistar o ouro, preciso me adaptar da melhor forma possível”.

Em Nanquim, o Brasil terá a segunda maior delegação dos Jogos, atrás apenas da anfitriã China com 123 atletas. Na 1ª edição dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2010, em Cingapura, na China, sagrou-se campeão o uruguaio Marcelo Chirico, que monta em Porto Alegre, e o brasileiro Guilherme Foroni garantiu a 9ª colocação. Na última edição das Olimpíadas da Juventude, o Brasil conquistou seis medalhas.

 

Fonte: CBH com OnBoardSports e COB

Bianca Rodrigues é ouro e Haras Jahu vence por equipes no Paulista de Amazonas Top

No final de semana entre 28 e 30/6, a Sociedade Hípica de Campinas, no interior paulista, sediou o Campeonato Paulista de Amazonas. Disputado em quatro alturas – Amazonas B, a 1m, Amazonas A, 1.10m, Amazonas, 1.20m, e Amazonas Top, a 1.30m – a armação de pista esteve a cargo da prestigiada course-designer internacional Marina Azevedo.

Dos 30 conjuntos que largaram na primeira prova da categoria Amazonas Top, 16 disputaram a prova final enfrentando com categoria o mau tempo. Com apenas uma ponto por excesso de tempo na prova final, Bianca Rodrigues, de 17 anos, com sua nova montaria Abernante sagrou-se campeã e comemorou um dos mais importantes títulos de sua carreira.

Bianca Rodrigues e Abernante rumo a vitória no Paulista de Amazonas Top em registro por Luis Carlos Ruas

Bianca Rodrigues e Abernante rumo a vitória no Paulista de Amazonas Top em registro por Luis Carlos Ruas – www.facebook.com/LcRuasFotografia

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“Agora nossa meta é o Campeonato Brasileiro Junior daqui a duas semanas e a busca de uma vaga no Campeonato Americano da categoria”, revela Tony Fortinho, atual treinador de Bianca, que também conta com José Rubens Delia na preparação física.

Sagrou-se vice-campeã, a jovem amazona Jessica Macedo dos Santos apresentando Forest Atalante pelas cores do Haras Jahu. A representante do Centro Hípico de Excelência Serra Azul Daniela Castro comemorou a 3ª e 4ª colocação respectivamente com Caretello e Comandante. Enquanto Verena Gouveia, representante da entidade anfitriã, levou Robin Gerezin ao 5º posto. Fechando o placar, a 6ª colocação ficou com Claire Bays montando E3I Kideo Alleaume.

Comemoração no pódio individual do Paulista de Amazonas Top 2013; imagem: www.multicavalos.com.br

Comemoração no pódio individual do Paulista de Amazonas Top 2013; imagem: www.multicavalos.com.br

Campeã Bianca Rodrigues / Abernante – Clube Hípico de Santo Amaor
Vice-campeã Jéssica Macedo dos Santos / Forest Atalante – Haras Jahu
3º Daniela Castro / Caretello – Centro Hípico de Excelência Serra Azul
4º Daniela Castro / Comandante – Centro Hípico de Exclência Serra Azul
5º Verena Gouveia / Robin Gerezin – Sociedade Hípica de Campinas
6º Claire Bays / E3I Kideo Alleaume – Estância Três Irmãos

 

No sábado, 29, a equipe do Haras Jahu com irmãs Jessica e Simone Macedo dos Santos, respectivamente, montanadon Forest Atalante e Corline JMen e Ariana Midori Oda apresentando Baloubet comemorou a vitória. A Sociedade Hípica de Campinas ficou com o vice-campeonato e o Clube Hípico de Santo Amaro foi bronze.

Ouro para as meninas do Haras Jahu, Sociedade Hípica de Campinas, prata, e Clube Hípico de Santo Amaro, bronze; imagem: www.multicavalos.com.br

Ouro para as meninas do Haras Jahu, Sociedade Hípica de Campinas, prata, e Clube Hípico de Santo Amaro, bronze; imagem: www.multicavalos.com.br

Placar por equipes

Campeã – Haras Jahu – 20 pontos

Jessica Macedo dos Santos / Forest Atalante
Ariane Midori Oda / Baloubet
Simone Machado Macedo dos Santos / Corline JMen

Vice-campeã – Sociedade Hípica de Campinas – 26 pontos

Feranda Bianch de Vuouno Pellegrini / Quito Jal
Victoria Franco Balbino / Sultan
Giovana Moreira Pellicano / Colegio Progresso Matiz do Eldorado
Verena da Silveira Gouveia / Robin Gerezin

3ª colocada – Clube Hípico de Santo Amaro – 40 pontos

Bianca de Souza Rodrigues / Abernante
Bruna Hugenneyer de Matos / QH Cote d Or
Stefanie Buck Marques / Romena JMen

 

Aguarde pontuação final Amazonas Top e resultados das demais categorias ainda inativos no sistema da FPH.

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Brasil Hipismo com Word Brasil Comunicação; imagens: Luis Carlos Ruas – Fotografias – www.facebook.com/LcRuasFotografias e portal Multicavalos – www.multicavalos.com.br